quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

O bom e o melhor


Vocês precisam perseverar, de modo que, quando tiverem feito a vontade de Deus, recebam o que Ele prometeu. Hebreus 10:36, NVI

A Bíblia diz que há amigo mais chegado que um irmão, e eu acredito nisso. Tenho uma amiga muito especial, que considero uma verdadeira irmã. Acho que nossa amizade começou quando ainda éramos adolescentes. Sempre tivemos muita afinidade e participamos da vida uma da outra. Ela foi madrinha do meu casamento, e até hoje meus filhos a chamam de tia. Penso que eles até acreditam que ela seja mesmo tia deles, pois faz parte da nossa família, apesar da atual distância.

Depois de convivermos por mais de 20 anos, ela atendeu o chamado de Deus e foi para outro país. Muitas pessoas questionaram, pois ela teve que deixar a família, os amigos, um emprego seguro e todos os seus animais de estimação, que eram sua grande paixão. Mas a certeza de estar fazendo a vontade de Deus a manteve firme em sua decisão.

Hoje, ao escrever este texto, faz pouco mais de um ano que ela sofreu um acidente muito grave nas ruas de Nova York. Um motorista irresponsável a atropelou, deixando-a cheia de fraturas e cicatrizes. Graças a Deus, sua vida foi poupada e a recuperação tem sido fantástica. Em vez de se sentir desanimada ou questionar por que Deus teria permitido algo tão dramático, minha amiga tem sido uma testemunha eficiente do amor e do cuidado dEle. Médicos, enfermeiras, fisioterapeutas, pacientes têm tido a oportunidade de ver em prática o verdadeiro cristianismo através do exemplo dela.

Faz alguns anos, ela recebeu uma promessa maravilhosa de Deus. E isso a tem ajudado a manter o foco no que é realmente importante: a certeza de que Deus sempre cumpre o que promete e faz o que é melhor por Seus filhos.

Aprecio muito uma de suas frases, que tem sido repetida durante esse tempo de espera: “Sei que posso fazer minhas escolhas e ter algo bom. Mas prefiro que Deus escolha para mim e me dê o melhor.”

Tenho certeza de que está perto o tempo em que minha amiga vai desfrutar completamente aquilo que Deus lhe prometeu. E, quando o que era apenas um sonho se tornar realidade, ela vai ter o melhor, porque foi Deus quem escolheu!

Neila D. Oliveira

Jesus, o Caminho


Vocês conhecem o caminho para onde vou. João 14:4

Muito tempo atrás, no sexto século antes de Cristo, um menino nasceu numa família real na região que hoje chamamos de Nepal. A lenda diz que o pai protegeu o príncipe, herdeiro de seu reino, das tristezas e misérias comuns aos seres humanos. O menino conheceu apenas prazer, alegria e diversão, e aprendeu muitas coisas.

Mas um dia tudo mudou. O jovem encontrou-se inesperadamente com um homem doente, cujo rosto se contorcia de dor. Pela primeira vez em sua vida, ele viu o sofrimento causado pela doença. Então ele encontrou um homem idoso, com o corpo curvado, se arrastando pela estrada – o sofrimento causado pela idade avançada. Depois disso, ele encontrou um cortejo fúnebre, viu o corpo inerte, ouviu o lamento – o sofrimento causado pela morte.

O príncipe Gautama ficou profundamente comovido. Deixando sua esposa e o filho pequeno, ele renunciou ao trono e se tornou um monge itinerante, em busca de respostas para o sofrimento da humanidade. Posteriormente ele as encontrou e dali em diante passou a se chamar Buda, o iluminado.

Na análise de Buda sobre o mistério da vida, toda a existência se resume em sofrimento. A causa do sofrimento é o desejo; quando o desejo cessa, o sofrimento também cessa. Assim, Buda indicou o caminho para dominar o desejo.

Os ensinamentos de Buda, nobres como pareçam, contrastam radicalmente com os de Jesus de Nazaré. Gautama tinha a pretensão de mostrar às pessoas o caminho; Jesus alegava ser o caminho. Buda não atraiu a atenção para si mesmo ou procurou ser adorado; Jesus disse que era o eterno EU SOU. Buda viu a humanidade caída no poço do pecado e lhe disse como sair dele. Jesus desceu até o poço e carregou os seres humanos em Seus ombros.

Quando Jesus disse aos Seus discípulos que era o caminho, Ele estava para deixá-los. Ele tinha falado sobre ir para o Pai, para preparar um lugar para eles. Suas palavras deixaram os discípulos preocupados. Jesus indo embora? Jesus deixando-os­­­ sozinhos para enfrentar o mundo? Não, disse Jesus, “vocês conhecem o caminho para onde vou” (Jo 14:4). Tomé falou por todos nós: “Senhor, não sabemos para onde vais; como então podemos saber o caminho?” Então Jesus respondeu: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por Mim” (v. 5, 6).

Hoje podemos não saber que caminho seguir, como lidar com as preocupações e pressões da vida – casa, filhos, trabalho, igreja. Jesus é o caminho. Ele não apenas nos mostra o caminho; Ele é o caminho.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

O bolo da lição objetiva


O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. Fiel é o que vos chama, o qual também o fará. 1 Tessalonicenses 5:23, 24

Era o meio da tarde quando meu esposo se lembrou de que estava encarregado do sistema de som na igreja naquela semana, e que teríamos um pregador convidado. O orador também faria um programa à tarde, e assim devíamos ficar para o almoço comunitário. De repente, precisei fazer comida suficiente para partilhar.

Com dois compromissos programados para aquela tarde, corri tentando deixar tudo pronto. Rapidamente preparei a mistura de um bolo. Mas quando procurei a costumeira forma retangular, não a encontrei. Pressionada pelo tempo, rapidamente decidi usar duas formas redondas e depois corri para meu primeiro compromisso. Retornei, encontrando os dois bolos esfriando sobre o balcão. Fiquei aliviada. Agora, só precisava colocar a cobertura neles e seguir para meu compromisso seguinte. Fui buscar o prato redondo sobre o qual colocar o bolo e não o encontrei. Tudo o que achei foi o prato retangular. Que fazer?

Com o tempo se esgotando, peguei uma faca e cortei um dos bolos em quatro partes, posicionei o bolo inteiro no centro do prato retangular e ajeitei as partes ao redor dele. Deu certo. Apressada, apliquei uma fina camada de cobertura e disparei porta afora para meu último compromisso.

No fundo da mente, eu me perguntava: Como vou decorar esse bolo, para que fique apropriado para um almoço comunitário? Verificando o tempo, eu sabia que teria que ser algo muito rápido, e comecei a discutir as ideias com o Senhor. Enfeites, cobertura colorida e coisas assim pareciam muito infantis e consumiriam tempo. Assim, pensei em escrever algo sobre o bolo – mas o quê? Então o Senhor trouxe as palavras à minha mente e me mostrou como fazer com que coubessem sobre o bolo estranhamente acomodado. No canto superior esquerdo, com creme rosa, escrevi: “Não importa”. No canto superior direito, escrevi “em quantos”. No canto inferior esquerdo, “pedaços” e no canto inferior direito escrevi “você esteja...” Então, no bolo central, escrevi em verde: “Deus o torna inteiro”.

Há muitas coisas na vida que nos podem abater, retalhar ou despedaçar, mas a resposta para todas é a mesma: em Deus estamos inteiras. Abra seu coração e sua vida perante Ele hoje. Permita que Ele a restaure!

Juli Blood

O Quarto Homem


E o rei exclamou: “Olhem! Estou vendo quatro homens, desamarrados e ilesos, andando pelo fogo, e o quarto se parece com um filho dos deuses.” Daniel 3:25

De todas as histórias extraordinárias do século passado, nenhuma é mais fascinante do que a expedição de Sir Ernest Shackleton à Antártica. Essa é mais do que uma história de grande coragem. Um ser divino esteve presente.

Há um século, a Antártica atraía a atenção de exploradores. Depois de Roald Amundsen vencer a corrida ao polo sul, restava um grande objetivo: cruzar o continente de mar a mar. Em 1914, logo após o início da Primeira Guerra Mundial, Shackleton partiu a fim de atingir esse objetivo.

No início de 1915, sua embarcação Endurance estava a 129 quilômetros do continente. O gelo fechou-se ao redor do navio, prendendo a embarcação. Eles flutuaram por nove meses e, na ocasião em que o navio afundou, tinham chegado à faixa desolada de terra conhecida como Ilha Elefante.

Em seguida, Shackleton e mais cinco homens partiram para a estação baleeira da Geórgia, a 1.287 quilômetros de distância, num bote aberto de sete metros de comprimento. Mais de duas semanas depois, atracaram em terra firme. Não apenas haviam enfrentado ondas gigantes, como também um furacão que causou o naufrágio de um navio a vapor de 500 toneladas.

Eles, porém, atracaram no lado oposto da ilha em que estava localizada a estação baleeira mais próxima. Com montanhas de 1.500 a 3.000 metros de altitude, abismos e geleiras, a Geórgia do Sul nunca havia sido cruzada antes. Outro recorde, mais um ato heroico: após 36 horas terríveis sem descansar, Shackleton e mais dois homens chegaram à estação Stromness.

Essa é mais do que uma história incrível sobre coragem. Shackleton mais tarde afirmou: “Quando me lembro daqueles dias, não tenho a menor dúvida de que a Providência nos guiou, não apenas pelos campos de neve, mas também pelo mar tempestuoso que separa a Ilha Elefante do local em que atracamos na Geórgia do Sul. Sei que, durante a longa e terrível jornada de 36 horas sobre as montanhas e geleiras sem nome da Geórgia do Sul, eu tinha sempre a impressão de que éramos quatro, não três.”

Quatro, não três. Assim como os três jovens hebreus que tiveram a companhia de um quarto Homem na fornalha ardente.

Você já sentiu essa presença? Você conhece a aparência do quarto Homem?

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Uma questão de família


Meu senhor, juro pela sua vida que sou aquela mulher que o senhor viu aqui de pé, orando. 1 Samuel 1:26, NTLH

Uma senhora, rodeada por seus filhos e filhas, era o alvo de uma festa oferecida pelo marido, o pai das crianças, Elcana. Todavia, seu olhar pétreo por sobre a mesa, para a triste mulher sentada sozinha e sem filhos, dizia que nem todos estavam felizes. Será que o marido ignorava o velado e maligno gesto? Em linguagem moderna, será que ele não “captou”?

Primeiras esposas, segundas esposas, cônjuges que assumem amantes, corações partidos, crianças mimadas, ciúme e ódio – Ana suportava todo o impacto. Nenhum bebê lhe confortava o coração solitário. Ano após ano, ela aguentava sua rival.

Ana havia prometido a si mesma que não choraria naquele ano. Mas, quando Penina a provocou novamente, as lágrimas vieram, sem aviso. Ela fugiu. Seu esposo a seguiu. “Por que você não come? Por que está pesarosa? Não significo mais para você do que dez filhos?”
Isso não ajudou.

Ana encontrou um cantinho no templo onde poderia soluçar. Somente os lábios se moviam, enquanto ela orava. Chorou muito. O sacerdote Eli, atento a problemas durante os dias festivos em Siló, aproximou-se e disse a ela que retornasse quando estivesse sóbria. Poderíamos dizer que ele estava sendo insensível?

A pobre Ana enxugou os olhos e contou sua história. Com preocupação paternal, Eli compreendeu aquela tristeza. “Vá em paz”, disse ele, “e que o Deus de Israel conceda aquilo que você pede.”

Ana deu à luz um filho. Ah, que alegria! Deu-lhe o nome de Samuel. Mas você consegue imaginar a força necessária naquele dia em que ela disse ao seu garotinho: “Este é o sacerdote Eli, de quem lhe falei. Você vai morar com ele agora” (ver versos 24-28)?

O júbilo de Ana, e o alívio por ter cumprido sua promessa assim como Deus cumprira a dEle, derramou-se em louvor profético. Ela nos aponta todos os futuros finais felizes, terrestres e eternos. Ana, uma mulher obscura, numa situação impossível, tornou-se a mãe de um dos maiores profetas na história de Israel. Leia e pondere a história de Ana em 1 Samuel 1 – 2:11. Derrame os anseios do seu coração perante Deus. Ele não deixará de compreender. Aconchegada em Seus braços, você encontrará conforto e respostas.

Marilyn Joyce Applegate

Quando a Vida Oferece Limões


Cuidem que ninguém se exclua da graça de Deus; que nenhuma raiz de amargura brote e cause perturbação, contaminando muitos. Hebreus 12:15

O que você faz quando a vida lhe oferece limões? Você fica azedo, culpando a “sorte” ou culpando Deus? Ou você permite que a graça de Deus o conforte e sustenha a despeito do grau de dificuldade da situação?

Há algum tempo, a Associated Press [agência norte-americana de notícias] publicou a linda história de uma garotinha que não se deixou abater pelo infortúnio. Um pouco antes de seu primeiro aniversário, Alexandra Scott foi diagnosticada com neuroblastoma. Esse tipo de câncer, que ceifa a vida de cerca de 700 crianças nos Estados Unidos por ano, possui uma porcentagem de sobrevivência de apenas 40%.

Alexandra estava com oito anos na ocasião em que sua história correu na imprensa. Fazia sete anos que se submetia à quimioterapia e radioterapia. Mas Alexandra era uma garotinha muito corajosa que lutou com todas as forças e criou um plano para arrecadar um milhão de dólares para financiar pesquisas sobre o câncer.

Aos quatro anos, montou uma banquinha para vender limonada. Arrecadou dois mil dólares em apenas um dia. Depois disso, a cada ano, mais “Banquinhas de Limonada da Alex” surgiram, administradas por amigos e voluntários. Essas bancas de limonada já arrecadaram mais de 40 milhões de dólares.

Em 2004, ano em que a história foi publicada, todos os 50 estados dos Estados Unidos possuíam uma banquinha em funcionamento. Uma rede de supermercados montou bancas em seus estabelecimentos. Na cidade de Minneapolis, em Minnesota, uma família cujo filho tinha o mesmo tipo de câncer de Alexandra abriu banquinhas no estádio de beisebol. Um grupo de mendigos de Houston, no Texas, financiou uma banquinha, assim como uma escola de ensino fundamental da cidade de Milwaukee, Wisconsin.

Mesmo cansada e debilitada devido ao tratamento, Alexandra sempre se recusou a afastar-se de suas atividades. Fez questão de participar do programa de televisão Today Show para anunciar ao público o quinto dia anual da Banquinha de Limonada da Alex.

Todo dinheiro arrecadado por essa criança maravilhosa foi destinado às pesquisas sobre o câncer. Ela doou 150.000 dólares ao Hospital Infantil de Filadélfia, onde foi tratada. O restante foi doado a outros centros de pesquisa.

A vida ofereceu limões muito cedo para Alexandra Scott. Mas ela pegou os limões e fez limonada.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Deus é tão bom!


O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que O temem e os livra. Salmo 34:7

Eu me sentia muito eufórica por ir visitar minha terra, depois de estar quase dois anos e meio trabalhando como missionária na Coreia. Havia planejado bem a viagem – era o que eu pensava.

Decidi passar com minha filha a noite anterior à partida. Ela morava perto do aeroporto e meu voo sairia bem cedo, o que dificultaria que eu fosse da minha casa para o aeroporto. Antes de ir para a cama, verifiquei uma vez mais o passaporte, os cheques de viagem e outros documentos. Não houve jeito de encontrar os cheques de viagem! Então me lembrei de ter limpado minha bolsa e jogado no lixo algumas coisas antes de sair do meu apartamento. Liguei para uma vizinha, que gentilmente examinou o lixo, sem sucesso. Quando minha filha se despediu de mim, disse: “Mamãe, espero que essa tenha sido a pior coisa na sua viagem.”

Meu filho não pôde me receber no aeroporto porque tinha um exame final para prestar, mas fez arranjos para que alguém me buscasse. Ao nos dirigirmos para nosso destino, admirei a paisagem e perguntei se havia serpentes venenosas nas Filipinas. A resposta veio rápida: “Não, não há cobras venenosas.” Na casa de hóspedes, tomei um banho de chuveiro e tirei uma soneca, deixando a porta aberta e a porta de tela fechada.

Na manhã seguinte, tive o impulso de levantar-me, mudar a mala de lugar e tirar as coisas de dentro. Assim, orei, levantei-me e mudei a mala de lugar. Quando olhei para baixo, vi uma cobra enroscada no lugar onde havia estado a mala. Gritei, gritei, mas a cobra não se moveu. Corri para a porta e pedi ajuda, mas não veio ninguém. Assim, fui à garagem, encontrei uma vassoura de cabo curto e tentei varrer a cobra para fora. Ela acordou e escapou para baixo da cama. Agora eu estava realmente assustada. Mais uma vez, corri para a porta e gritei por socorro. Dessa vez, um homem que cortava a grama veio correndo. Ele encontrou e matou a cobra. Perguntei-lhe que tipo de ofídio era, e ele disse: “Uma mortífera naja”. Deus é tão bom! Eu podia ter sido picada num momento qualquer, especialmente quando me levantei para usar o banheiro durante a noite, sem acender a luz. Tudo o que Deus deseja é usar-nos para a Sua glória. Permita que Ele a use hoje e todos os dias. Ele também a salvou para que você O servisse?

Bessie Haynes

O Cristo Afetuoso


O Mestre, Deus, deu-me uma língua bem-educada, assim sei como encorajar o cansado. Ele me acorda de manhã, desperta-me, abre os meus ouvidos para ouvir como alguém pronto para receber ordens. Isaías 50:4, The Message

Quantas vezes as nossas palavras atrapalham o plano de Deus! A réplica afiada, o sarcasmo que alfineta, a indireta maldosa – caímos, e caímos de novo. Não é de admirar que o apóstolo Tiago tenha dito que, se alguém não tropeça em palavras, essa pessoa é perfeita (Tg 3:2).

“Ao soltarem pipa, os meninos puxam de volta seus pássaros de papel. Não podemos fazer o mesmo ao soltar palavras”, escreveu Will Carleton. Nossas palavras saem de nossa boca e, por mais que queiramos puxá-las de volta para dentro, não podemos. Mesmo que nos desculpemos, tentemos corrigir o mal, ferimos alguém – quem sabe alguém que amamos profundamente – e as cicatrizes permanecem mesmo depois de a ferida ter sarado.

Isso não acontecia com Jesus. Suas palavras traziam esperança e cura. Elas levavam o ouvinte a olhar para cima; nunca impunham medo. Palavras encorajadoras. Palavras inspiradoras. Palavras motivadoras.

“O Salvador nunca suprimiu a verdade, mas disse-a sempre com amor”, escreveu Ellen White. “Em Suas relações com outros, exercia o máximo tato, e era sempre bondoso e cheio de cuidado. Nunca foi rude, nunca proferiu desnecessariamente uma palavra severa, não ocasionou jamais uma dor desnecessária a uma pessoa sensível. Não censurava a fraqueza humana. Denunciava destemidamente a hipocrisia, a incredulidade e a iniquidade, mas havia lágrimas em Sua voz ao proferir Suas esmagadoras repreensões. Nunca tornava a verdade cruel, porém manifestava profunda ternura pela humanidade. Toda pessoa era preciosa aos Seus olhos. Conduzia-Se com divina dignidade; inclinava-Se, todavia, com a mais terna compaixão e respeito para todo membro da família de Deus. Via em todos pessoas a quem tinha a missão de salvar” (Obreiros Evangélicos, p. 117).

Como Jesus conseguiu manter tamanha ternura e compaixão em meio às terríveis pressões de Sua missão? Isaías nos diz: toda manhã Jesus acordava pronto a ouvir as ordens vindas do Pai. Ia ao encontro de Deus e Se afastava do “eu”. Saía fortalecido pelo tato divino para enfrentar cada dia.

E que diferença isso fez!

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Óculos novos


Antes que clamem, Eu responderei; estando eles ainda falando, Eu os ouvirei. Isaías 65:24

Chegou a hora em que precisei de lentes multifocais para os meus óculos. Mas a velhice não vem sozinha. Meu outro problema era que as finanças estavam mais do que apertadas. Mesmo assim, fui em frente – pela fé – e encomendei os óculos. Eu tinha dez dias para arranjar o dinheiro e pagar o restante da conta.

Voltando da ótica para casa, peguei minha correspondência, e ali estava uma carta do nosso dentista. Eu vinha fazendo os pagamentos do nosso tratamento dentário pouco a pouco, desde que nos havíamos mudado. Abri o envelope e não pude acreditar no que vi. Uma pessoa, anônima, havia terminado de pagar nossa conta do dentista. O dentista estava devolvendo 115 dólares, e nos desejava boa sorte.

Eu derramava lágrimas quando contei à minha pequena família o que acabara de ler. Mostrei-lhes o cheque, e na minha outra mão eles viram a conta, mostrando o que eu ainda devia pelos óculos – que eu havia encomendado pela fé. Você adivinhou: 115 dólares! Era a quantia exata de dinheiro que eu devia.

Ali estava um milagre que só Deus podia ter realizado. Tantos pormenores haviam ocorrido para que tudo ocorresse naquele dia. Primeiro, o dentista havia decidido enviar-nos esse cheque, e então mandou que alguém o preenchesse e o enviasse. Ele até se desculpou por ter-se esquecido de mandá-lo antes. Mas Deus está no controle – até do Correio canadense – pois fez com que a carta com o cheque chegasse três dias depois de ter sido enviada. Eu a recebi minutos após ter dado um passo pela fé. Se tivesse chegado antes ou depois, nunca teria causado o impacto que causou. Deus é tremendo e gosta de surpreender Seus filhinhos.

Foi uma prova viva de que Deus Se achava em ação, e um gentil lembrete, na nossa situação, de que Ele estava cuidando de cada necessidade. Isso faz mais de nove anos, agora. Outro dia, eu estava limpando alguns dos meus arquivos e ali encontrei a fotocópia da minha conta e do cheque. Quando a mostrei ao meu esposo, as lágrimas vieram novamente, ao reviver o milagre do cuidado de Deus. Meu esposo disse: “Há uma história esperando para ser escrita.” Então, aqui está. Oro para que ela anime você a confiar no Senhor, pois Ele é poderoso, e é seguro confiar nEle.

Gay Mentes

Cegueira Divina


Nenhuma desgraça se vê em Jacó, nenhum sofrimento em Israel. O Senhor, o seu Deus, está com eles; o brado de aclamação do Rei está no meio deles. Números 23:21

Essas palavras são extraordinárias por dois motivos: a pessoa que as proferiu e o conteúdo aparentemente contraditório.

Quem as proferiu foi Balaão, filho de Beor, o profeta ganancioso, do alto do monte Pisga enquanto observava parte das tribos de Israel. O rei moabita, Balaque, preocupado com a aproximação dos israelitas, contratou Balaão para amaldiçoá-los. Balaão, desejoso de receber as recompensas prometidas por Balaque, se dispôs a atender ao pedido, mas Deus não permitiu! Balaque, porém, continuou insistindo e, finalmente, Deus deixou Balaão fazer o que seu coração queria.

Balaão estava ao lado de sete altares que mandou Balaque construir no topo da montanha. Ele ofereceu um touro e um carneiro em cada altar. Em seguida, ele esperou uma palavra do Senhor.

E a palavra veio. Que mensagem maravilhosa! Em vez da maldição que Balaque tanto almejava (a maldição que tornaria Balaão rico), Deus colocou palavras na boca do profeta que ele certamente preferiria não ter pronunciado. Assim, uma bênção sublime foi proferida sobre Israel por meio da fonte mais improvável de todas.

“Nenhuma desgraça se vê em Jacó, nenhum sofrimento em Israel”, declarou Balaão. Inacreditável! Será que Deus estava cego? Tratando-se de um bando de revoltados, prontos a criticar e a reclamar, que vagou pelo deserto por 40 anos por causa de sua falta de fé e desobediência, como pôde o Senhor ter colocado palavras como essas na boca de Balaão?

Deus amava “cegamente” Seu povo. “Ele o protegeu e dele cuidou; guardou-o como a menina dos Seus olhos” (Dt 32:10), escreveu Moisés a respeito de Israel. Apesar de todos os defeitos e falhas, Deus considerava Israel um povo precioso. Ao olhar para Israel, não enxergava sua iniquidade, mas a Sua própria imagem.

Que bela ilustração da graça! É exatamente assim que o Senhor olha para você e para mim hoje, querido amigo. Ao olhar para nós, não Se lembra de nossas promessas não cumpridas ou nossa vida bagunçada. Ele vê a Si mesmo – vê Jesus.

Acredite: você é a menina de Seus olhos. Assim como eu também. Então, saia para este novo dia com a cabeça erguida e com leveza nos pés. Você é alguém. Sim, um filho de Deus!

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Descarte do lixo


Como é feliz aquele que tem suas transgressões perdoadas e seus pecados apagados! Como é feliz aquele a quem o Senhor não atribui culpa e em quem não há hipocrisia! Salmo 32:1, 2, NVI

O caminhão do lixo passa um vez por semana. Juntamos o lixo no latão, depois o empurramos para a rua na frente do portão de casa. O caminhão chega e esvazia o latão com um forte barulho. Os refugos são levados para o depósito de lixo e nosso latão fica vazio outra vez. Juntamos o lixo de mais uma semana, e o mesmo processo começa de novo.

Enquanto observava o caminhão do lixo, descobri uma dimensão espiritual no descarte de refugos, comparando-o com o perdão dos nossos pecados. Juntamos nosso “lixo”, o colocamos na rua, na frente do portão, e pedimos que Deus nos perdoe. Deus o recolhe e o joga nas profundezas do mar (ver Miqueias 7:19). Para nós, isso quer dizer que nossos pecados se foram, e que podemos nos esquecer deles!

Se não aceitamos o oferecimento de Deus de “descartar o lixo”, o latão começa a cheirar mal e o lixo se torna tóxico. O significado espiritual? Se a alma está cheia de bolor, adoecemos e, às vezes, infectamos os outros com o nosso lixo “venenoso”.

Devemos considerar os efeitos dos pecados que não confessamos. Para Deus, nenhum pecado é grande demais para ser perdoado. Ele nos oferece perdão completo. Mediante o sacrifício de Jesus na cruz, Deus descarta o lixo do pecado e Satanás não nos pode mais acusar. No depósito de lixo, o refugo é queimado. De modo semelhante, todo o lixo deste mundo será queimado no fim (ver 2 Pedro 3:10).

Deus criará uma nova Terra sem pecado, muito embora nem consigamos imaginar uma vida assim. Seríamos os maiores tolos se não aceitássemos esse oferecimento – e é de graça. Não nos custa nada! Pagamos uma taxa mensal pelo descarte do lixo terrestre. Mas Jesus pagou o perdão de nossos pecados com Sua vida, na cruz do Calvário.

Nossa gratidão e regozijo durarão a eternidade toda! Sim, “Tu és bondoso e perdoador, Senhor, rico em graça para com todos os que Te invocam” (Salmo 86:5, NVI). Deus nos perdoa se confessarmos os nossos pecados. Essa é uma promessa.

Ingrid Berker

A Graça é um Reino


O sermão profetizado por Isaías ganhou vida na Galileia no momento em que Jesus começou a pregar. Ele começou onde João parou: “Mudem de vida. O reino de Deus está aqui.” Mateus 4:17, The Message

Algumas pessoas desejam que Deus apresente um mostruário de opções para os Seus seguidores. Selecionamos o que queremos e rejeitamos o resto. Mas Jesus declarou que havia chegado um reino, não um mostruário.

Algumas pessoas querem que Deus siga a vontade da maioria. Um modelo democrático lhes serviria muito bem. Mas Jesus falou de um reino, não de democracia.

Algumas pessoas querem que Deus governe baseado no consenso geral. Todos nós nos reunimos com Ele, discutimos as questões e decidimos o que fazer. Mas Jesus disse: “Não tentem mudar Deus. Mudem a sua vida. O reino de Deus está aqui.”

De acordo com os Evangelhos, Jesus falou sobre “o reino” não menos do que 50 vezes. Em metade de Suas referências ao “reino” utilizou a expressão “reino do Céu” e no restante, “reino de Deus”. Parece impossível traçar qualquer diferença significativa entre as duas expressões; são praticamente a mesma. A questão que realmente importa é a frequência com que o assunto sobre “o reino” caiu-Lhe dos lábios.

A maioria das pessoas hoje, inclusive os cristãos, não se importa com a ideia de reino. Após alguns séculos de democracia, acham essa ideia arcaica e até mesmo desagradável. Mesmo nas nações em que reis e rainhas ainda governam, não possuem poder real. São monarcas sem reino, meramente figurativos.

Algumas das afirmações mais impressionantes de Jesus começam com a expressão: “O reino do Céu é como...” Com essa introdução, contou histórias maravilhosas, histórias que colocam a ordem social de ponta cabeça, histórias que terminam de maneira surpreendente. Trabalhadores que trabalham por apenas uma hora, mas recebem o salário de um dia inteiro. Uma grande festa para receber o filho errante. O mendigo que foi para o Céu em vez do homem rico.

Isso não é democracia, muito menos um mostruário ou um governo baseado no consenso geral. Isso é algo além da realidade deste mundo.

Esse é o reino de Deus, em que Ele, unicamente Ele, governa. Em vez de força, política, esquemas e tramoias, a graça impera aqui. A graça é um reino.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

A Minha paz vos dou


Deixo-vos a paz, a Minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize. João 14:27

Eu estava acordada certa noite, mas procurando voltar a dormir. Para tentar relaxar, decidi cantar mentalmente hinos que eu sabia que falavam de paz. O primeiro que me veio à mente foi: “Se paz, a mais doce, me deres gozar”. Isso me pareceu repousante, mas a frase seguinte dizia: “se dor, a mais forte, sofrer”. Comecei a recapitular algumas das dores que haviam atacado minha alma ultimamente, e isso não ajudou em nada.

O hino seguinte do qual me lembrei foi: “Paz, paz, doce paz”. Mas, então, o coro pede que essa paz cubra meu espírito para sempre, como “as ondas do amor”, e a palavra “ondas” acionou uma linha de pensamento acerca das ondas do mar que causaram inundações terríveis em lugares como Nova Orleans, e não me senti confortada com essa ideia.

“Perfeita paz” foi o hino seguinte que me veio à lembrança. Mas ele começa assim: “Perfeita paz num mundo escuro e vil” e continua dizendo “Jesus lavou-me dos pecados mil”, que é um pensamento verdadeiro mas perturbador – somente pela morte de Cristo no Calvário podemos obter a paz. Desisti de tentar dormir cantando esses hinos mentalmente.

Alguns dias mais tarde, estávamos estudando o livro de Filipenses em nosso pequeno grupo de estudo da Bíblia. Lemos, no capítulo 4, verso 7, que “a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus”. Olhei a palavra “paz” na concordância no fim da minha Bíblia e encontrei o verso de hoje. “Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.” Essa última frase era justamente a certeza de que eu precisava. Não precisamos ter medo de nada, porque Deus nos dará, por Sua graça, a paz. Se não temos paz neste mundo, certamente a teremos no mundo por vir. No mesmo capítulo do evangelho de João, versos 2 e 3, lemos a razão pela qual não nos devemos preocupar: “Na casa de Meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, Eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar”, Jesus diz, concluindo com a promessa: “E, quando Eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para Mim mesmo, para que, onde Eu estou, estejais vós também.” Certamente, essa é a grande esperança dos cristãos, e com esse pensamento posso dormir em paz.

Sim, Deus é bom e Sua Palavra é suficiente para nós, em todas as crises.

Ruth Lennox

A Graça é Como um Jardim


Você será como um jardim bem regado, como uma fonte cujas águas nunca faltam. Isaías 58:11

A história revelada na Bíblia ocorre entre dois jardins. No primeiro – um jardim perfeito sem ervas daninhas, pragas ou mosquitos, onde não havia tristeza nem morte – nossos primeiros pais caíram. Eles deram as costas para o plano de vida e felicidade criado por Deus e cederam à tentação do maligno.

A noite caiu sobre o jardim. A morte e a degradação chegaram trazendo consigo o pranto. Com muita tristeza, eles saíram do jardim para enfrentar uma vida de trabalho pesado e sofrimento.

Tudo o que perderam, no entanto, foi conquistado novamente em outro jardim. Numa quinta-feira à noite, sob o luar, um Homem lutava com Seu destino. O peso da iniquidade do mundo inteiro, acumulada desde a queda no primeiro jardim, caiu-Lhe sobre os ombros.
Em profunda angústia, Ele orou três vezes para que o Pai O livrasse daquela terrível provação: “Meu Pai, se for possível, afasta de Mim este cálice; contudo, não seja como Eu quero, mas sim com Tu queres” (Mt 26:39). A agonia que sentia era tão intensa que Seu suor se transformou em grandes gotas de sangue que caíram ao chão (Lc 22:44). Enquanto isso, os discípulos dormiam.

Aquela noite, no Jardim do Getsêmani, o amor venceu. Jesus tomou o cálice amargo e, assim, plantou um novo jardim, o jardim da graça.

Minha mãe tinha “dedos verdes”. O jardim que cultivava era seu lugar favorito. Não era grande, mas muito bonito, com uma sucessão de plantas anuais e perenes à medida que o ano seguia seu curso; um gramado bem formado e bem aparado; arbustos, samambaias e trepadeiras; flores que amavam a luz e outras que preferiam a sombra.

Depois de muitos anos, comecei a receber a mesma bênção através do cultivo de meu próprio jardim. Sempre esteve lá, na Bíblia, como também nos escritos de Ellen White, mas de alguma forma nunca levei a sério. Trabalhar o solo; plantar, aguar e semear; observar as sementes brotarem e os botões florescerem – que satisfação! Que terapia para os músculos e a mente! Que volta à simplicidade!

A graça é como um jardim. Repleta de flores lindas e perfumadas, de cores encantadoras que atraem os beija-flores e as borboletas. Toda essa exibição exuberante apenas para o nosso contentamento. Infinitas variedades, infinitas maravilhas. Exatamente como a graça.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Quem é atendido?


Agrada-te do Senhor, e Ele satisfará os desejos do teu coração. Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nEle, e o mais Ele fará. Salmo 37:4, 5

Todas as tardes, meu esposo leva da escola para casa nossos dois netos – Alex, com 6 anos, e Austin, com 9. Em vez de ir direto para casa, os dois meninos gostam de parar na casa da vovó e do vovô para brincar com o primo, Riley. Numa tarde, Alex perguntou: – Vovô, a gente pode, por favor, ir brincar na sua casa, antes que o senhor nos leve para a nossa? – Meu esposo respondeu: – Vamos passar pela frente da sua casa, e se o seu pai tiver chegado cedo, vocês terão que entrar logo.

Então, do assento traseiro, Alex anunciou, em voz alta: – Eu vou orar. – Antes que o vovô pudesse responder, Alex inclinou a cabeça, cruzou as mãos e disse: “Querido Jesus, ajuda-nos a ir agora direto para a casa do vovô para brincar. Amém.” Mas, alguns minutos mais tarde, viram o carro do pai na entrada da garagem. Ele havia, realmente, chegado mais cedo.

– Deus não respondeu à minha oração! – disse Alex, indignado. Meu esposo sorriu e disse: – Bem, talvez seu pai esteja orando também. Quem sabe ele orou para que vocês fossem logo para casa, a fim de que ele pudesse vê-los.

Intrigado, com a testa enrugada, Austin perguntou: – Vovô, como é que funciona essa coisa de oração? O primeiro que pede a Deus é que é atendido?

Muitos de nós, assim como Alex, queremos que Deus atenda nossos desejos imediatos – e quando o desejo não é concedido, nós também reclamamos: “Deus não respondeu à minha oração!” Muitos de nós, como Austin, ficamos intrigados com a maneira pela qual Deus responde às orações de duas pessoas que apresentam desejos diametralmente opostos. Aquele que faz seu pedido primeiro recebe o que pediu?

Não. Antes, aqueles que se agradam do Senhor cada dia obtêm o desejo do seu coração. Ao nos deleitarmos nEle e aprendermos a ser submissos à Sua vontade, ocorre uma impressionante transformação – nossos desejos começam a mudar. Ao chegarmos mais perto dEle, Ele é capaz de moldar-nos à Sua semelhança. Nossas orações não mais conterão elementos de manipulação, egoísmo, barganha, murmuração ou queixa, mas refletirão os desejos de Deus para a nossa vida. A vontade de Deus e os nossos desejos se fundem e experimentamos a emoção de ter cada oração atendida.

Ellie Green

A Abundância da Graça


Outra ainda caiu em boa terra, germinou, cresceu e deu boa colheita, a trinta, sessenta e até cem por um. Marcos 4:8

Na famosa parábola de Jesus, um semeador saiu a semear. Algumas sementes caíram à beira do caminho, e as aves vieram e as comeram. Outras caíram em terreno pedregoso, onde não havia muita terra. As sementes logo brotaram, mas queimaram e secaram ao calor do Sol. Ainda outras caíram entre espinhos, que cresceram e sufocaram os brotos. Mas algumas sementes caíram em terra fértil e germinaram e deram uma colheita abundante.

Sempre entendi que essa parábola falava a respeito dos vários ouvintes do evangelho. Apesar de ser chamada de a parábola do semeador, essa é, na verdade, a parábola dos solos. A compreensão usual dessa parábola, sem dúvida, aponta para a verdade, mas perde de vista alguns aspectos importantes – e o mais importante de todos.

Um estudo dos métodos antigos de agricultura nos ajuda a compreender o significado por trás das palavras de Jesus. Ao contrário da agricultura moderna em que primeiro o solo é preparado para depois ser semeado, o método antigo consistia em lançar as sementes e depois lavrá-lo. Essa é a razão de as sementes na parábola aparentemente terem ido parar em vários lugares.

As sementes à beira do caminho, no terreno pedregoso e entre os espinhos caíram ali por acidente, não por ação proposital. A maior parte das sementes caiu no local planejado – em solo fértil. Se nos concentrarmos nos três solos inférteis, deduziremos que o trabalho do semeador foi em grande parte (75%) perdido; mas não foi assim.

Pelo contrário, o trabalho do semeador resultou numa colheita abundante. Na verdade, a colheita ultrapassou todas as expectativas. “Estudos sobre a produção dos campos agrícolas da Palestina, em que métodos agrícolas eram seguidos, revelam que uma colheita em que se colhia dez vezes mais do que foi plantado era sinônimo de uma boa produção, pois a média era de aproximadamente sete e meio. Isso significa que todos os três números da colheita (30, 60 e 100 por um) foram mencionados para descrever uma colheita anormal, uma colheita milagrosamente abundante” (Larry W. Hurtado, Mark [1983], p. 58).

Do ponto de vista humano, a colheita da parábola era impossível. Mas o evangelho não fala sobre o poder humano, e sim a respeito do reino de Deus, do trabalho de Deus.

A abundância da graça ultrapassa os limites de nossa imaginação.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Sobre as asas do júbilo


Porquanto o Senhor mesmo, dada a Sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor. 1 Tessalonicenses 4:16, 17

Noite após noite, o pastor Holley proferiu palavras de fé, esperança, coragem e sobre a certeza do amor de Deus. Anotei muitas das preciosas frases – promessas como “as guerras e o pecado cessarão”, “seremos curados”, “seremos arrebatados para encontrá-Lo no ar”, e “resgatados do pecado”. Algumas das frases pareciam vir aos meus ouvidos como rimas, fazendo voltas e voltas em minha cabeça, até eu ter a certeza de que ali, em algum lugar, havia um poema esperando para ser composto.

Uma proximidade maravilhosa cresceu entre aqueles que foram às reuniões todas as noites, e sentíamos um prazer especial em ver pessoas que não pertenciam à nossa igreja assistindo também.

Mais ou menos na metade da série de reuniões, fomos surpreendidos ao saber que Rachel, uma simpática senhora, talvez na faixa dos 70 anos, havia sofrido um derrame e, possivelmente, um infarto também. Muitas orações foram feitas por seu restabelecimento e bem-estar. Por algum tempo, pareceu que ela melhorava um pouco, mas dentro de algumas semanas ela faleceu. Todos nós nos entristecemos com a perda de uma amiga, mas nos alegramos com a esperança da ressurreição. Reuni os pensamentos que o pastor Holley havia apresentado sobre a vinda de Jesus e a ressurreição, e acabei escrevendo um poema que intitulei “Sobre as asas do júbilo”.

Dei uma das primeiras cópias ao enlutado marido de Rachel, Frank, que ficou muito agradecido pela lembrança. Enviei outra cópia ao pastor Holley.

Durante os anos passados, muitas vezes enviei ou levei uma cópia do poema a famílias que tinham perdido algum ente querido. Num tempo de perda, é difícil pensar em júbilo, mas nós podemos ter alegria e esperança mediante Jesus Cristo.

Que regozijo será reunir-nos com Rachel e todos os outros a quem, temporariamente, dissemos adeus. Aguardo com ansiedade esse dia emocionante! Quando todos tivermos sido resgatados do pecado e, ao som das trombetas, Jesus dirá: “Entrem!” E nós entraremos – sobre as asas do júbilo!

Lillian Musgrave

A Pirâmide Invertida


Eis o Meu Servo, a quem sustento, o Meu escolhido, em quem tenho prazer. Porei nEle o meu Espírito, e Ele trará justiça às nações. Isaías 42:1

Eu estava sentado no banco da igreja, maravilhado com a inspiração da cerimônia. Deveria ter sido um evento deprimente, por se tratar do funeral de um homem, de apenas 44 anos de idade, que havia morrido de repente e de modo inesperado, deixando esposa e dois filhos.

Mesmo assim, o tom não foi de tragédia, mas de celebração de uma vida vivida para a glória de Deus. Victoriano Orion não conquistou a admiração do mundo e não recebeu honras, mas o testemunho daqueles que o conheceram e foram abençoados por ele revelou que sua vida foi vivida tendo em vista a eternidade e que os louros celestiais lhe estão garantidos.

Marido e pai devoto, Vic, como era chamado pelos amigos, encontrava tempo para ajudar outros em necessidade. Um amigo, surpreso e emocionado por ter sido chamado para falar durante a cerimônia fúnebre, revelou que devido à saúde debilitada ele não tinha condições de atender às necessidades da casa. Mas Vic, sozinho ou em companhia dos filhos, cuidou de tudo. Pintou a casa, consertou as goteiras, cuidou do jardim, consertou o carro. Ao longo de mais ou menos oito anos, Vic visitou aquela casa “talvez umas cem vezes”, ficando geralmente duas horas ou mais para ajudar e às vezes o dia inteiro.

James (Johnny) Johnson, ex-secretário assistente da Marinha dos Estados Unidos, contou como certo dia Vic deixou um livro cristão em seu escritório. Alguns dias mais tarde, voltou com outro livro e depois outro. Johnson e Vic se tornaram grandes amigos. Em nenhum momento Vic tentou persuadir Johnson a ir à igreja, mas a influência cativante de sua vida fiel e compassiva conquistou o coração de Johnson.

A vida de Vic não foi publicada na revista Time, na Newsweek ou no jornal Washington Post. Ela está registrada num lugar muito mais importante: o livro da vida do Cordeiro.

A vida de Victoriano Orion refletiu Aquele a quem amava e em quem confiava. Jesus, numa série de cenas impressionantes no livro de Isaías, é chamado “Meu Servo”, e a respeito dEle foi dito: “O Filho do homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a Sua vida em resgate por muitos” (Mt 20:28).

A maioria das pessoas enxerga a vida como uma pirâmide com o objetivo de chegar ao topo. Mas Jesus inverte a pirâmide da vida. Em vez de pisar nos outros, nós os carregamos nos ombros, à semelhança de Jesus.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

O ursinho de pelúcia


Se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas. 2 Coríntios 5:17

Uma foto tirada no meu primeiro aniversário me mostra sentada sobre uma mesa, rodeada por vasos cheios de rosas. Meu primeiro ursinho, Tobby, está sentado ao meu lado.

Esse ursinho era feito da pele amarelo-claro de cordeiro e tinha lindos olhos parecidos com botões. Ele virava a cabeça. Tobby me acompanha ao longo da vida toda, mas nem sempre o tratei com bondade. Lembro-me de uma briga com meu amado irmão mais velho, ocasião em que bati nele com o ursinho. Bati com tanta força que a cabeça de Tobby ficou nas minhas mãos, enquanto o corpo voou. Levei Tobby para minha mãe, que costurou a cabeça no lugar. Agora ele tem a cabeça rígida. Também descobri a tesourinha para unhas dos meus pais e cortei todo o pelo de um braço. Ninguém me havia contado que o pelo não cresceria de novo.

Então, um dia, meu pai me trouxe um urso grande. Fiquei apaixonada por esse novo urso. O pobre Tobby era antiquado demais, comparado com ele.

Não me lembro de quando passei o novo urso adiante, mas ainda conservo o Tobby. Ele ficou muitos anos numa caixa, no porão, mas eu o recuperei, lavei e escovei, e agora vejo que ele não tem uma aparência tão ruim, afinal.

Aprendi três coisas com meu ursinho. Primeira: assim como Tobby, Deus nem sempre teve a prioridade na minha vida. Ele também quase foi expulso do meu coração. Preciso decidir todos os dias: Quero viver este dia com Deus? Quero amá-Lo de todo o coração? Está Ele tão perto de mim, a ponto de eu poder confiar nEle, aqui e agora? Deus deseja estar perto de nós. É minha decisão colocá-Lo em algum canto da minha vida ou viver cada dia com Ele.

Segunda: Mesmo como um pobre ursinho de pelúcia, com um braço depilado e a cabeça rígida, Deus me ama e não desiste de mim. Nunca me jogou no lixo, embora às vezes, provavelmente, eu o tenha merecido.

Por fim, em nossa vida diária, nós encontramos muitos Tobbys que foram maltratados, que têm cicatrizes na alma. Com frequência, sofreram maus-tratos e foram colocados em algum canto por aí. Mas são importantes para Deus. Amar a Deus significa amar todas as pessoas que são importantes para Ele.

Jesus deseja mudar-nos para que nos tornemos mais semelhantes a Ele. Deixaremos que Ele nos transforme?

Hannele Ottschofski

Seus Ouvidos Estão Abertos?


O Soberano, o Senhor, abriu os meus ouvidos, e eu não tenho sido rebelde; eu não me afastei. Isaías 50:5

Essa profecia maravilhosa a respeito da obediência de Jesus à vontade de Deus está enraizada nas instruções dadas pelo Senhor a Moisés. Quando a Bíblia diz que os ouvidos de Jesus se abriram – o verbo “abrir” está no passado, não no presente – significa mais do que a prontidão em ouvir e seguir a liderança de Deus.

No livro de Êxodo, no capítulo 21, encontramos o contexto dessas palavras. Nessa passagem, em primeiro lugar encontramos a provisão benevolente de Deus para evitar que Seus filhos fossem mantidos como escravos por toda a vida: “Se você comprar um escravo hebreu, ele o servirá por seis anos. Mas no sétimo ano será liberto, sem precisar pagar nada” (Êx 21:2). Deus ama a liberdade e quer que Seu povo seja livre. Assim, se essa lei fosse obedecida, nenhum hebreu poderia ser mantido como servo por mais de seis anos.

Mas Deus também acrescentou outra provisão: “Se, porém, o escravo declarar: ‘Eu amo o meu senhor, a minha mulher e os meus filhos, e não quero sair livre’, o seu senhor o levará perante os juízes. Terá que levá-lo à porta ou à lateral da porta e furar a sua orelha. Assim, ele será seu escravo por toda a vida” (v. 5, 6).

Aqui se encontra uma pessoa que escolheu voluntariamente ser escrava por toda a vida. Sua orelha testemunha a todos que, por amor ao seu mestre, escolheu servi-lo para sempre. Esse é um homem cujos ouvidos foram abertos.

Até mesmo o Senhor Jesus, o Criador do Céu e da Terra, Se humilhou. Ele “esvaziou-Se a Si mesmo, vindo a ser servo, tornando-Se semelhante aos homens” (Fp 2:7). Nenhuma força externa O levou a fazer isso, apenas a força que tinha dentro de Si, a força do amor.
Ao longo de cada estágio de Sua jornada, a cada passo de Sua missão, Jesus colocou Deus em primeiro lugar. Seus ouvidos não foram abertos literalmente, mas sim os ouvidos do Seu coração. Enquanto aqui viveu, serviu em perfeita obediência.

Prezado amigo, os seus ouvidos estão abertos? Você ama o seu Senhor de tal maneira que está preparado para dizer: “Desejo ser Seu servo por toda a vida. Quero ser semelhante a Jesus, pronto para ir ou ficar, falar ou permanecer em silêncio, ser e fazer apenas aquilo que o Senhor planejou para mim”?

Que essa seja a sua e a minha oração neste novo dia!

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Troca de identidade


Quando te desviares para a direita e quando te desviares para a esquerda, os teus ouvidos ouvirão atrás de ti uma palavra, dizendo: Este é o caminho, andai por ele. Isaías 30:21

Os artistas da culinária experimentam, com justiça, uma agradável sensação de sucesso quando os alimentos que eles produzem crescem – pães, bolos e bolinhos. Mas, em nenhum deles, a ação se compara ao que testemunhei certa vez, brotando de uma caçarola sobre o meu fogão.

Uma parente estava me visitando. Ela é excelente cozinheira, e eu tinha certeza de que produziria uma refeição requintada a partir dos mais simples ingredientes, e lhe entreguei a cozinha. Precisando de um pouco de óleo para o prato que iria preparar, ela pegou o que parecia ser o recipiente apropriado e despejou uma quantidade generosa de seu conteúdo numa caçarola. Enquanto ela mexia, o ingrediente começou a espumar e crepitar. Ela estava a ponto de me chamar quando entrei na cozinha.

A cozinheira estava perplexa. Sua expressão revelava frustração e surpresa. Ela não conseguia entender a extrema efervescência da substância espumante, borbulhante e dourada que subia da panela. Nunca antes ela havia visto qualquer tipo de óleo reagir tão vigorosamente sob qualquer circunstância.

Descobrimos que, em vez de óleo de cozinha, o líquido na caçarola era detergente para a máquina de lavar louça. Infelizmente, o frasco havia sido colocado na prateleira junto com molho de soja, azeite de oliva e outros líquidos.

Não havia nada de errado com o detergente para louça. Em seu devido lugar, dosado e usado apropriadamente, ele cumpre muito bem sua função. Meu erro, ao deixar de colocá-lo onde deveria estar, causou muita ansiedade e perplexidade. Entrei na cozinha num momento crucial, justamente quando minha irmã necessitava da minha ajuda. Meu sincero pedido de desculpas e a provisão do líquido apropriado – azeite de oliva – resolveram o assunto.

Quão significativa é a verdade de que, quanto mais nos relacionamos com qualquer pessoa ou grupo, e quanto mais nos comunicamos, mais nos parecemos com eles e começamos a nos identificar uns com os outros.

Às vezes, as escolhas que fazemos, de modo inocente ou não, produzem trágicas circunstâncias e resultam em consequências amargas para nós e para outros. Mas Deus está disposto a vir em nosso resgate. Ele diz: “Este é o caminho, andai por ele.”

Quilvie G. Mills

A Bondade de Jesus


Não quebrará o caniço rachado, não apagará o pavio fumegante, até que leve à vitória a justiça. Mateus 12:20

Uma das maiores características de Jesus, cheio de graça, é a Sua bondade. Enquanto esteve na Terra, tratou com carinho cada pessoa que se achegou a Ele, considerou todas elas preciosas e procurou um modo de atingir seu coração para que o evangelho ali fizesse morada.

Ao jovem rico, Jesus falou sobre as posses. À mulher junto ao poço, com o jarro d’água em mãos, Jesus falou sobre a água da vida. Ao mestre da lei, Jesus falou sobre o grande mandamento. À mulher apanhada em adultério, culpada diante de todos e de si mesma, não falou nada.

Depois de resumir em seu evangelho o ministério de Jesus em favor dos enfermos, Mateus citou Isaías 42:1-4, a passagem maravilhosa do “Servo”, que descreve o trabalho do Messias. Sem grosserias. Sem severidade. Sem violência. Apenas bondade, compaixão, sensibilidade e preocupação pelo próximo.

Esse é Jesus. Que Salvador! Que Amigo!

Bondade não é sinônimo de fraqueza. Jesus foi bondoso, não fraco. No momento certo, demonstrou-Se forte e firme, derrubando as mesas e cadeiras e colocando os mercadores e cambistas para correr diante do chicote de cordas que confeccionou.

Na maior parte do tempo, entretanto, Jesus foi o epítome da bondade. Com as crianças. Com as mães. Com os marginalizados pela sociedade. Com homens e mulheres enfermos física e espiritualmente.

O mundo aplaude o poder; nós aplaudimos o bondoso Jesus. O mundo aplaude estratagemas, inteligência e a capacidade de “fazer qualquer coisa para vencer”. Nós aplaudimos o bondoso Jesus.

Sua bondade é mais poderosa e realiza muito mais do que qualquer presidente, potentado ou político. Sua bondade transforma a vida das pessoas.

Sua bondade nos torna bondosos. “Nem buscamos reconhecimento humano, quer de vocês quer de outros. Embora, como apóstolos de Cristo, pudéssemos ter sido um peso, fomos bondosos quando estávamos entre vocês, como uma mãe que cuida dos próprios filhos” (1Ts 2:6, 7).

Bondoso Jesus, torna-nos semelhantes a Ti hoje.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Exemplos vivos


Se um irmão ou uma irmã estiverem carecidos de roupa e necessitados do alimento cotidiano, e qualquer dentre vós lhes disser: Ide em paz, aquecei-vos e fartai-vos, sem, contudo, lhes dar o necessário para o corpo, qual é o proveito disso? Tiago 2:15, 16

Esse é um texto muito conhecido que, em geral, passa pela tangente. Ouço pessoas dizendo a outras em situações semelhantes à do texto: “Vou orar por você.” Mas, muitas vezes em Sua Palavra, Jesus diz que devemos cuidar dos menos afortunados.

No momento presente, minha família tem a oportunidade feliz/infeliz de aplicar esses versos à nossa vida, já que somos os necessitados. O contrato de trabalho do meu esposo chegou ao fim, e ele ainda está no processo de procurar outro. Estou preocupada, porque temos um garotinho que ainda usa fraldas e uma filha em escola particular. Sem mencionar as contas que precisam ser pagas e outras necessidades básicas a suprir. Tenho ficado preocupada, frustrada e quem sabe até um pouco deprimida. Quando me sinto assim, oro. Minhas orações estressadas são geralmente simples. Senhor, Tu sabes! Realmente, não preciso dizer muito, porque Ele sabe, sim. Ele sabe que preciso de leite, carro para trabalhar, utensílios e outras coisas. Chamo este período da minha experiência cristã de minha “experiência de Jó”. Pergunto a mim mesma o que mais pode dar errado. Não preciso esperar muito para descobrir. A Receita Federal nos cobra impostos de renda devidos há dois anos!

Deus tem permitido que pessoas de quem eu menos esperava demonstrassem bondade para conosco. Em várias ocasiões, uma colega de trabalho trouxe caixas de leite. Outra amiga pagou o mecânico pelo conserto do meu carro. Outra pagou contas. Ainda outra me contou onde conseguir assistência relacionada com as contas de água e luz. Ainda consegui encontrar todos os documentos necessários para o imposto de renda!

Agora digo a você: “Você sabe!” Você sabe que Deus é um Deus de palavra (Números 23:19). Seus filhos não precisam mendigar o pão (Salmo 37:25). Deus nunca deixa de sustentar Sua família (Mateus 7:11). Quero dizer “Muito obrigada” a todos aqueles que vivem sua fé na prática. Convido você a confiar em Deus junto comigo, ao enfrentarmos os desafios que Ele nos permite passar. Essas provas podem ajudar a tornar-nos exemplos vivos de fé.

Trudy Duncan

O Poço de Lágrimas


Quando Esaú ouviu as palavras de seu pai, deu um forte grito e, cheio de amargura, implorou ao pai: “Abençoe também a mim, meu pai!” Gênesis 27:34

O grito de amargura de Esaú ecoa pelos séculos. É o clamor de filhos e filhas que anseiam a aprovação paterna.

Ao que parece, o clamor de Esaú não faz sentido. Aparentemente, Esaú deve ter sido criado em uma família que adorava a Deus e manifestava amor. Seu pai, Isaque, homem temente a Deus, amava Rebeca, sua esposa (Gn 24:67). O casal esperou um longo período para ter filhos e finalmente tiveram apenas dois – gêmeos, Esaú e Jacó. Esse foi um lar em que os filhos foram desejados, recebidos com alegria e amados.

A imagem de Esaú extraída da Bíblia é a de um homem forte e autossuficiente. Ele “tornou-se caçador habilidoso e vivia percorrendo os campos” (Gn 25:27). Não esperamos ver um homem como esse abrir a boca a chorar.

Mas aquele lar estava longe do modelo que aparentava ser. Os pais tinham preferências. Isaque amava Esaú, Rebeca amava Jacó. É claro que os filhos sabiam disso.

Assim, Esaú, com toda a aparente coragem e indiferença às emoções, se sentia profundamente inseguro. Na ocasião em que Jacó enganou Isaque a fim de receber a bênção da primogenitura – bênção que Isaque pensou estar proferindo sobre o outro filho – Esaú irrompeu em lágrimas. Poucos dias antes, havia tratado a bênção de maneira arrogante, trocando-a por um prato de guisado de lentilhas; mas agora, ao ver seu irmão levar o prêmio, clamou para que fosse abençoado também.

O ato de educar os filhos é um aprendizado para os pais também. Ao ensinarmos, continuamente aprendemos mais a nosso respeito. Ficamos surpresos ao perceber como um filho é diferente do outro. Ao se tornarem adultos, ficamos admirados em saber como a opinião de cada um varia em relação à maneira com que foram criados.

Um poço de lágrimas começa a se formar logo cedo dentro de cada um de nós. Até mesmo a melhor família do mundo está manchada pelo pecado, e os filhos detectam (ou pensam que detectam) palavras ou ações que demonstram certa preferência pelo irmão. O poço de lágrimas continua a aumentar em segredo. No momento em que o poço explode na idade adulta, surpreende os pais e outros membros da família.

Mas a graça faz a diferença. A graça assegura aos pais que Deus nos ama, nos aceita e nos ajuda a demonstrar aprovação. Por meio de elogios, abraços, pequenas atenções, transmitimos uma bênção aos nossos filhos.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Aventura na Flórida


O Senhor vela pelos simples; achava-me prostrado, e Ele me salvou. Salmo 116:6

Minha filha lecionava numa escola cristã na Flórida e, para o seu recesso de primavera, havia planejado férias maravilhosas para a família. Voei para Orlando, e minha outra filha, seu esposo e meus dois netos viajaram para a Flórida na casa motorizada dos familiares. Viajamos até Key West, no sul, acampando ao longo do trajeto, desfrutando emocionantes aventuras em cada novo lugar. Os dois garotos contraíram um resfriado, mas se livraram da infecção alguns dias depois.

Ao chegarem ao fim as minhas férias, não me sentia bem, mas achei que havia simplesmente apanhado um resfriado por estar perto da acomodação dos garotos no trailer. Tentei ignorar a situação, mas ela continuou a piorar.

O amigo da minha filha (que mais tarde se tornou seu esposo) é médico e disse a ela que achava que eu estava com pneumonia. Mesmo assim, enquanto não me senti muito fraca, recusei-me inclusive a considerar que estivesse bastante doente. Não queria ser um fardo para minha ocupada filha e desejava retornar para casa, pois minha passagem de volta estava para expirar.

Finalmente, consenti em permitir que minha filha e seu amigo procurassem uma clínica que estivesse aberta naquela noite, mas foi inútil. Assim, levaram-me para a emergência do Hospital da Flórida. Foram feitos vários exames, e na realidade eu estava com pneumonia em ambos os pulmões. Um pneumologista e um cardiologista cuidaram do meu caso, já que descobriram uma fibrilação atrial, que é uma batida irregular do coração.

Fiquei internada na UTI do hospital por alguns dias, até que vagasse um quarto em outro andar. Quando um capelão foi orar comigo, a realidade apareceu. Eu estava doente e necessitando de orações pedindo a cura. Muitos amigos, familiares e membros da igreja ofereceram essa força.

Minha filha se encarregou de fazer todos os telefonemas necessários para meu empregador, a igreja e a empresa aérea, a fim de remarcar minha viagem de volta. Fiquei confinada ao hospital por nove dias, e o cardiologista, sem tato, me disse: “A senhora poderia ter morrido.” Orei ao Senhor com o coração agradecido, porque Ele me livrou da porta da morte quando adiei a procura de tratamento. Pai, perdoa-nos por deixarmos para Te procurar no último minuto. Aqui estamos hoje.

Retha McCarty

Quebrando o Ciclo do Abuso


Ao vê-la, Jesus chamou-a à frente e lhe disse: “Mulher, você está livre da sua doença”. Então lhe impôs as mãos; e imediatamente ela se endireitou, e passou a louvar a Deus. Lucas 13:12, 13

Por 18 anos ficou encurvada, incapaz de ficar ereta. Por 18 anos arrastou-se pela vida, lutando para manter o equilíbrio, com os olhos forçadamente voltados para baixo. Nunca pôde contemplar o nascer do Sol, nunca acompanhou o voo de um pássaro ou o movimento das nuvens, pois era obrigada a fitar o chão.

Naquele sábado, caminhou com muita dificuldade até a sinagoga e encontrou um lugar na seção destinada às mulheres. Com os olhos voltados para baixo, ouviu o Mestre itinerante de Nazaré explicar as Escrituras. Extasiada, prestou atenção em cada palavra; mas o interesse se transformou num grande espanto ao ouvir Jesus chamá-la do meio da congregação pelo nome.

“Mulher, você está livre da sua doença”, disse, impondo-lhe as mãos. Imediatamente o poder curador inundou seu ser, libertando as juntas e fortalecendo os ossos. Ela ficou ereta – pela primeira vez em 18 anos!

Muitas pessoas hoje sofrem com uma enfermidade tão real quanto a enfermidade dessa mulher. Passam pela vida com os olhos voltados para baixo, dominadas por uma força que não podem vencer sozinhas. Conhecem apenas um modo de viver, aquele que seus pais – e avós – conheceram. Aquela que seus herdeiros estão fadados a perpetuar.

Refiro-me ao abuso familiar, que ocorre em ciclos satânicos. Crianças crescem sofrendo abusos por parte dos pais, que por sua vez também sofreram abusos, fazendo, assim, com que os filhos deem continuidade a essa atrocidade. Talvez o aspecto mais trágico do abuso seja o fato de ele exercer a sua força em famílias que professam ser cristãs. Já fui testemunha disso – vi isso acontecer entre pessoas que cresceram na igreja, que até mesmo tiveram a oportunidade de ter uma educação cristã. Apesar de todos os sermões e estudos, o ciclo do abuso continua, e tenho vontade de chorar.

Creio que Jesus pode quebrar o ciclo do abuso. Creio que a Sua graça é mais poderosa do que o peso acumulado das gerações. Creio que as pessoas podem mudar. Não temos que aceitar o abuso com sua degradação e falta de respeito próprio; não temos que submeter nossos filhos a abusos, mesmo que tenhamos sido vítimas dele.

Jesus nos chama à frente. Ele nos chama pelo nome e diz: “Você está livre da sua doença.” E pela primeira vez podemos nos endireitar e render louvores a Deus.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Filas de espera


 
Os que esperam no Senhor renovam as suas forças, sobem com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fatigam.
Isaías 40:31

Outro dia, passei pela dolorosa experiência de uma hora e quarenta e cinco minutos de espera. Meu esposo e eu estávamos entre centenas de passageiros de cinco aeronaves que haviam pousado em rápida sucessão. Um dilúvio de passageiros formou longas e sinuosas filas no setor de imigração.

Ocupei-me observando as pessoas. Uma procissão de passageiros em cadeiras de rodas também aguardava durante esse tempo. Um bebê protestou em voz tão alta que a mamãe apressadamente o tirou do carrinho e começou a dançar com ele no seu restrito espaço. Um menininho se entretinha brincando de esconde-esconde com sua contrariada mamãe. Alguns queixosos completavam o quadro.

Que fiz eu? Sonhei com maneiras inovadoras de tornar mais tolerável a espera. Imaginei que um vendedor de pipoca, um tocador de marimba ou uma tela grande de TV com comédias seriam opções agradáveis naquele saguão de espera estressante. Até desejei que um funcionário invisível nos içasse do nosso lugar número 325 na fila e nos pousasse bem na frente do oficial da imigração.

A espera nos entedia, torna-nos cativos e nos priva de controle. Contudo, a espera nem sempre é ruim. O texto de hoje enumera alguns benefícios da espera: força renovada, voo sobranceiro como o da águia, corrida sem cansaço, caminhada sem fadiga. A espera não precisa significar uma inatividade inútil. Ainda podemos continuar nossa jornada e cumprir o propósito de Deus para nós enquanto esperamos. “Espera pelo Senhor, tem bom ânimo, e fortifique-se o teu coração; espera, pois, pelo Senhor” (Salmo 27:14).

Talvez você, também, esteja numa sala de espera. Ore: “Faze-me, Senhor, conhecer os Teus caminhos, ensina-me as Tuas veredas. Guia-me na Tua verdade e ensina-me, pois Tu és o Deus da minha salvação, em quem eu espero todo o dia” (Salmo 25:4, 5).

Adivinha uma coisa? Um funcionário realmente nos içou para fora da fila e nos dirigiu ao oficial da imigração. É assim que Deus trabalha. Ele chega no Seu tempo certo e nos tira da fila ou da sala de espera. Nosso desafio é aguardar com paciência, ter bom ânimo e buscar Sua presença enquanto continuamos a esperar.

Gloria Lindsey Trotman

O Sistema Solar Divino


Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie. Porque somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou antes para nós as praticarmos. Efésios 2:8-10

Graça, fé e obras. Quanto se discutiu, e ainda se discute, a respeito desses termos. Somos salvos pela graça e pelas obras, ou apenas pela graça? Se for apenas pela graça, então onde ficam as obras? E que dizer da fé? É algo pelo qual podemos receber crédito?

Realmente é tentador pensar que a graça, a fé e as obras formam um triângulo – um triângulo com um lado (graça) mais longo dos que os outros, mas ainda assim um triângulo.

Tentador, mas errado. Num triângulo, a soma de dois lados será maior do que o lado restante. Mas isso não é verdade aqui. A combinação de fé e obras nem sequer se iguala à grandiosidade da graça.

Devemos pensar nessa questão como um sistema solar divino, sendo a graça o Sol e a fé e as obras planetas separados que giram em torno desse grande astro.

Há apenas um Sol, pois existe apenas um Sol da justiça (Ml 4:2). No universo da salvação não há espaço para a glória humana; a glória que não vem de Cristo não pode ser a glória refletida por Ele. Unicamente a Sua graça – ilimitada, imensurável, ampla e gratuita – nos concede a esperança da vida eterna. Recebemos a salvação como um presente, não por mérito pessoal. Para outra analogia, leia a linda declaração de Ellen White: “Este vestido [a veste da justiça de Cristo] fiado nos teares do Céu não tem um fio de origem humana” (Parábola de Jesus, p. 311).

Nenhum fio – nem um sequer! Não podemos nos gabar de absolutamente nada.

A fé é um planeta do sistema solar divino. A fé não vem de nós mesmos para que não sejamos tentados a nos orgulhar disso. A fé em si é um dom do Deus da graça, um dom que nos capacita a dizer sim à graça quando todos ao nosso redor escolhem dizer não.

No sistema solar divino também existe outro planeta – as obras. Assim como a fé, as obras provêm do Sol da graça, Jesus. Ao dizer sim para Ele, Sua luz brilha sobre nós e em nós, transformando-nos, renovando-nos, recriando-nos à Sua imagem. Ele reflete a glória de Deus; assim, ficamos cada vez mais semelhantes a Ele.

O sistema solar divino possui três elementos – o Sol da graça e os planetas da fé e das obras.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Instrumentos de Deus


Bem-aventurados os que choram, pois serão consolados. Mateus 5:4, NVI

Gosto de viajar, e, como geralmente viajo sozinha, isso me dá a oportunidade de conhecer pessoas muito interessantes. Mas, numa viagem específica, decidi que não me envolveria em conversas com nenhum outro passageiro. Queria simplesmente relaxar e dormir.

Depois de passar por longas filas nos balcões do check-in e da rotina nos procedimentos de segurança, finalmente entrei no avião e me acomodei, relaxando exatamente como planejara. Ao meu lado, sentou-se uma senhora de meia-idade. Ela parecia um pouco aflita e estava vestida de preto. Discretamente, olhei para ela e achei que não seria difícil seguir meu plano de descansar e não falar com ninguém no avião.

Depois de quatro horas de voo, o avião estava pronto para pousar. Fiquei contente porque o voo acabara e eu veria minha família em breve. Enquanto o avião taxiava na pista, olhei para minha companheira de assento outra vez e decidi perguntar-lhe por que estava fazendo aquela viagem.

Com a voz trêmula e muita tristeza no rosto, ela me contou que sua irmã e a família de seis pessoas haviam sofrido um acidente no dia anterior, e todos os seis morreram. Ela estava indo para o funeral. Eu me senti pavorosamente culpada! Quão egoísta fui! Quantas palavras confortadoras poderia eu ter dito a ela em quatro horas? Como pude perder a oportunidade de falar-lhe sobre nosso amoroso Deus e Seu amor pelos sofredores? Tentei dizer algumas palavras confortadoras, mas não fui bem-sucedida. Imediatamente elevei uma prece a Deus, pedindo ajuda para aquela pessoa desesperada que estava sofrendo. Também orei pedindo perdão – eu havia falhado.

Somos os instrumentos de Deus para alcançar e ajudar os outros de toda maneira possível. Ele coloca as pessoas em nosso caminho com um propósito. Permitamos que o Senhor faça a Sua obra por nosso intermédio. Talvez todas devamos pensar em Colossenses 3:12, que diz: “Portanto, como povo escolhido de Deus, santo e amado, revistam-se de profunda compaixão, bondade, humildade, mansidão e paciência” (NVI).

Querido Deus, quero ser Teu instrumento. Por favor, usa-me para ser uma bênção aos outros – e ajuda-me a estar pronta e disposta.

Hannelore Gomez

Crescimento na Graça


Cresçam, porém, na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A Ele seja a glória, agora e para sempre! Amém. 2 Pedro 3:18

Tiro o chapéu para Uceba Babson, de West Palm Beach, Flórida, Estados Unidos. Ao entrar vestindo o capelo e a beca na formatura do ensino médio, o auditório inteiro bateu palmas em pé e o governador do Estado enviou uma carta parabenizando-a.

Poucos meses antes da cerimônia de colação de grau, Uceba Babson havia completado 90 anos de idade!

Na época em que frequentou a escola na juventude, Uceba costumava caminhar quase dois quilômetros até o prédio escolar de apenas uma sala de aula. Em 1931, desistiu de estudar e se casou com um agricultor.

Após 70 anos sem pisar numa sala de aula, Uceba decidiu voltar a estudar. Uceba teve 81 netos e bisnetos e ficou viúva três vezes, mas ainda assim não deixou de acariciar o sonho de concluir o ensino médio.

Levantava-se às quatro da manhã todos os dias e dirigia seu automóvel ao centro de educação de adultos. As muitas horas de estudo de matemática, inglês, ciências e estudos sociais valeram a pena. E ela conseguiu! “Isso foi algo que prometi a mim mesma há muitos anos”, confessou após a formatura. “Foi um desafio, um desafio maravilhoso.”

Nós, seguidores de Jesus, somos alunos de Sua escola de aprendizado vitalício. As riquezas de Sua graça são tão abundantes que nunca chegaremos a seu pleno conhecimento. Deus deseja que estejamos sempre aprendendo, sempre crescendo em Jesus, em quem “estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento” (Cl 2:3). Exploraremos novas profundezas de Sua graça inesgotável por toda a eternidade.

“É o desejo do Senhor que Seus seguidores cresçam em graça, que Seu amor seja mais e mais abundante, que eles sejam cheios dos frutos de justiça, por meio de Jesus Cristo, para o louvor e glória de Deus” (Ellen G. White, Signs of the Times,
12 de junho de 1901). “A santificação não é obra de um momento, uma hora, ou um dia.

É um contínuo crescimento na graça” (Ellen G. White, Testemunhos Seletos, v. 1, p. 114).

Que perspectiva – sempre aprendendo, sempre crescendo! Que futuro maravilhoso, hoje e eternamente!

Tiro o chapéu para Uceba Babson, que voltou a estudar após passar 70 anos fora da escola e se graduou aos 90. Esse é o espírito que o Senhor da graça quer nos conceder, seja aos 9 ou aos 90.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Sua mão na minha vida


Tu me cercas, por trás e pela frente, e pões a Tua mão sobre mim. Salmo 139:5, NVI

A voz de minha amiga Nadine estava tão cheia de emoção que ela mal podia contar sua experiência de alguns dias antes. Ela havia lido o Salmo 139 naquela manhã, durante o momento devocional, sem ter ideia de como o verso 5 se tornaria vivo para ela naquele dia.

Ao sair para o centro da cidade, eram vários os compromissos que ela precisava cumprir. Primeiro, deixou as cartas numa caixa do correio na calçada e depois foi ao banco. Nadine e o esposo estavam construindo a casa dos seus sonhos, e ela estava com um envelope bancário para depositar, com o valor dos materiais. Mas, quando chegou ao banco, não encontrou o envelope. Seu coração quase parou. E agora? Voltando pelo mesmo caminho, olhou em torno da caixa do correio, chegando a pedir que o funcionário abrisse a caixa para ver se ela, acidentalmente, teria posto o envelope com a correspondência, mas ele não estava ali. Quando ela relatou a perda à polícia, não lhe deram muita esperança.

Embora se afligisse com o passo seguinte, Nadine contou o acontecido ao seu esposo. A primeira pergunta dele foi: “Você orou a esse respeito?” Naturalmente, ela lhe garantiu que estivera orando o tempo todo. E falara da sua confiança em Deus a todos com quem havia conversado.

Enquanto Beverly se dirigia a pé para o trabalho naquela manhã, encontrou um envelope bancário na rua, perto da caixa do correio. Ao abri-lo, viu uma boa quantia de dinheiro. Seu primeiro pensamento foi como aquilo a ajudaria a pagar algumas contas nos dias seguintes. Mas seu pensamento seguinte foi que o dinheiro não era dela e a única coisa a fazer era procurar o proprietário. Com a ajuda do seu chefe, Beverly localizou o dono do envelope.

Embora Nadine não estivesse procurando publicidade para si mesma, achou que Beverly deveria ser recompensada por sua honestidade. Também queria que as pessoas soubessem como Deus lhe respondera às orações. Dois dias depois, no dia 14 de fevereiro, o jornal da cidade deu à história a primeira página, e a emissora de rádio transmitiu o incidente.

Graças. Deus e Pai, por teres posto a Tua mão sobre a vida de Nadine.

Betty J. Adams

Se Eu Pudesse Voltar no Tempo


“Contenha o seu choro e as suas lágrimas, pois o seu sofrimento será recompensado”, declara o Senhor. “Eles voltarão da terra do inimigo. Por isso há esperança para o seu futuro”, declara o Senhor. “Seus filhos voltarão para a sua pátria.” Jeremias 31:16, 17

A paternidade talvez seja a função mais importante que nós possamos ser chamados a desempenhar, como também a mais difícil. Há livros aos montes, e uma quantidade infinita de manuais, escritos por indivíduos que têm certeza de que possuem todas as respostas – até nascerem os próprios filhos!

Certa vez, há muitos anos, Noelene e eu fomos convidados a realizar um seminário sobre família. Não temos treinamento profissional nessa área, mas aceitamos. Acho que o seminário foi considerado útil, pois depois disso recebemos vários convites para realizar o mesmo seminário em outros lugares. Atuamos nessa área por algum tempo, mas depois decidimos parar. Na época em que nossos filhos entraram na adolescência, descobrimos que nossas antigas respostas não funcionavam da maneira que deveriam.

Penso na maneira com que os cristãos tentam administrar o lar e criar os filhos. Penso na maneira com que Noelene e eu estabelecemos nosso lar e criamos nossa família. Olho ao redor e me recordo do passado. As únicas palavras que me veem à mente são: amor (claro), respeito, autoridade, obediência, recompensa e punição. Mas não me recordo muito da graça. Ah, a graça estava lá, mas não como o princípio áureo, aquele que rege todos os outros. Não era costume agirmos como Cristo agiu e ainda age conosco – certamente não da minha parte. Geralmente estávamos muito preocupados em ter uma família “boa” e “correta”; afinal, eu era pastor, Noelene era mulher de pastor, e Terry e Julie, filhos de pastor. Noelene e eu nos mantivemos fiéis um ao outro e nossos filhos se comportaram bem.

Tivemos uma família feliz, mas, se pudesse, eu gostaria de ter a oportunidade de fazer tudo de novo. Gostaria de servir mais em vez de ficar tão preocupado com as minhas próprias necessidades. Gostaria de ser mais generoso para que meus filhos pudessem entender melhor a generosidade infinita de Deus. Gostaria de jogar fora para sempre os sentimentos terrivelmente egoístas. Tentaria ajudar Terry e Julie a compreender, sem deixar a menor sombra de dúvida em sua mente, que a despeito de qualquer coisa que fizerem, qualquer lugar que frequentarem, nosso amor por eles jamais diminuirá, que sempre terão um lugar em nossa casa preparado para eles, dia e noite. E que temos orgulho deles, e assim sempre será.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Deus Se importa


Antes de clamarem, Eu responderei. Isaías 65:24, NVI

É difícil encontrar bons jardineiros, e eu estava ficando um pouco desconsolada, já que nossa área verde – fundos, frente e laterais – precisava de uma atenção especial. Era necessário alguém para arrancar as ervas daninhas, desbastar arbustos e a árvore da cavalinha, cortar o gramado, remover o capim alto que crescia entre as plantas, juntar as folhas com o ancinho e podar algumas árvores frutíferas. Com um recente ferimento no pé, meu esposo estava impossibilitado de cuidar dos afazeres do jardim. Depois de pensar um pouco, encontrei um cartão que havia recebido de um jardineiro, cerca de um ano antes. Telefonei e marquei um horário a fim de que ele viesse e me apresentasse o orçamento. Depois de explicar todas as coisas que precisavam ser feitas, concordamos com o preço; então, ele e um auxiliar puseram mãos ao trabalho.

Depois de encher nossa lata de lixo e vários sacos plásticos com folhas e ramos, eles declararam que haviam concluído o serviço. Mas, quando inspecionei o trabalho, descobri que muita grama entre os arbustos não fora cortada, as ervas daninhas haviam sido colhidas, mas não arrancadas pela raiz, e os ramos que eu queria ver cortados ainda permaneciam em seus lugares. Para aumentar meu desapontamento e frustração, a cabeça de um dos irrigadores da grama estava quebrada e o cabo da TV, que ficava pendurado num dos arbustos no quintal, estava partido. Eles negaram ter cortado o cabo com alguma ferramenta, mas substituíram a cabeça quebrada do irrigador. Depois de muita discussão, preenchi um cheque descontando um pequeno valor para pagar o conserto do cabo.

No dia seguinte, fui ao quintal para ver o cabo. Para minha surpresa, ele havia sido emendado de modo profissional – e a TV estava funcionando de novo. Imediatamente inspecionei os dois portões e a porta da garagem. Tudo estava trancado com segurança. Ninguém poderia ter entrado no quintal para consertar aquele cabo. Foi um mistério para meu marido também. Teria um anjo feito o conserto? Qualquer coisa é possível para o Senhor. Fiquei assombrada e perplexa, e dei graças por Ele não ter estado ocupado demais para realizar um milagre.

Contei essa história para alguns amigos. Uns foram céticos, mas sei que não pedi nada a Deus e Ele agiu antes que eu pedisse. Que coisas acontecem com você, querida leitora? De que modo tem o Senhor suprido suas necessidades, antes mesmo que Lhe peça algo?

Aileen L. Young

No Senhor


Filhos, obedeçam a seus pais no Senhor, pois isso é justo. Efésios 6:1

Um lar em que os filhos honram, respeitam e obedecem aos pais: o ideal de todo cristão. Mas a questão é: Por quê? Por que os filhos fazem o que é certo? Por que se comportam segundo o desejo dos pais? Por que se dirigem de maneira respeitosa aos pais?

Talvez ajam assim por medo de agir de maneira contrária. Medo do que poderão sofrer se não fizerem assim. Medo do que lhes será negado. Isso não é “obediência”, mas uma conformidade externa que torna o futuro estritamente limitado. Ao serem removidas as restrições e as motivações externas, essa “obediência” se desvanece como um castelo de areia. Essa é a razão de “bons” filhos de “bons” lares cristãos geralmente rejeitarem todas as restrições no momento em que cortam os laços familiares.

Outro tipo de “bondade” vem do respeito ao padrão cristão do lar. Os filhos amam e respeitam os pais e se tornam “bons” filhos e “bons” adultos. Não se envolvem em confusão, nunca desonram o bom nome dos pais. Mas também sabem que são “bons” e não sentem a necessidade de um Salvador.

A única obediência que conta é a obediência que Paulo identificou no texto bíblico de hoje: “no Senhor”. A única bondade é a bondade que provém por meio de Sua graça. Ao percebermos a nossa iniquidade, aceitamos o sacrifício expiatório de Cristo em nosso favor e nos rendemos ao Seu amor.

Como podemos ajudar nossos filhos a ser obedientes “no Senhor”? Eu gostaria de saber a resposta. Parte da resposta certamente se encontra no modelo que oferecemos a eles como pais. O conceito que possuem de Deus será formado muito mais pelo que fazemos – a maneira pela qual nos relacionamos com eles e com os outros – do que pelo que dizemos.

Se formos dignos de confiança, aprenderão a confiar e terão facilidade em confiar em Deus, a quem não podem ver.

Se formos generosos, terão facilidade em aceitar o incrível dom da salvação.

Se demonstrarmos nosso amor por eles, terão facilidade em compreender que para Deus são infinitamente preciosos.

Se perdoarmos nossos filhos facilmente, talvez sejam capazes de aceitar o perdão infinito de Deus.

Quem é bom o bastante para desempenhar tamanha função? Nenhum de nós; mas Deus prometeu suprir nossas imperfeições.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Tocada pelo Sol


A fidelidade de Deus é grande; o Seu amor cuidadoso é sempre novo, a cada dia que passa. Lamentações 3:23, BV

Devo admitir que não é com grande frequência que estou acordada para saudar o nascer de um novo dia. Quando estou, porém, é uma alegria maravilhosa observar o sol expulsando a escuridão e inundando a Terra com o dom divino da luz e da cor.

Quando meu esposo e eu saímos para acampar, deliciamo-nos com os lugares mais quietos, onde podemos apreciar o melhor da natureza. Junto ao rio, um coro de vários pássaros nos desperta bem cedo. O martim-pescador ri, as agássias gorjeiam, as cacatuas guincham e o canto melodioso dos picanços é um dos meus preferidos. De modo semelhante, junto ao mar, as gaivotas e andorinhas-do-mar grasnam e os pelicanos soltam seus grunhidos. Não importa onde se encontrem, quando rompe o dia cada ave canta sua feliz canção, sem queixumes.

Com que rapidez se dissolvem as trevas, à medida que o mundo se ilumina com o sol nascente! A paisagem pode parecer sombria e mudada quando as nuvens a cobrem, e isso faz muita diferença quando procuramos tirar fotos. Pouco tempo atrás, isso se tornou muito importante ao visitarmos a região central da Austrália.

Meu pai, ativo aos 88 anos, foi conosco nessa viagem. Uma das grandes atrações dessa parte da Austrália é a rocha Ayers (Uluru), e ele estava ansioso por vê-la em toda a sua glória durante o nascer do sol. Essa rocha pode mudar progressivamente de cinza para púrpura, marrom, laranja e vermelho brilhante. Todo dia, centenas de turistas se enfileiram na estrada durante a aurora e o ocaso, para capturar as cores que os raios solares trazem a esse rochedo. Não fomos desapontados, e tiramos muitas fotos. Entretanto, a luz solar não durou. Vieram nuvens e Uluru assumiu uma cor muito comum.

A maioria das formações rochosas no sertão australiano revela cores fortes quando o Sol brilha. Visitamos um local chamado Vale do Arco-Íris, e só posso comparar sua cor ao vermelho e amarelo das brasas numa fogueira de acampamento.

Enquanto a luz de Jesus nos toca a vida com o brilho do Seu amor, que nós reflitamos a Ele e Sua beleza. Jesus nos deu vida e salvação. Sem o Sol da justiça, nossa vida também se haveria desvanecido, assim como a cor das rochas sem a luz solar.

Lyn Welk-Sandy

Vida Nova na Graça de Deus


O mesmo refere-se aos maridos: sejam bons maridos para as suas esposas. Honrem-nas, deleitem-se nelas. Pois as mulheres não possuem certas vantagens. Mas, na vida nova da graça de Deus, vocês são iguais. Tratem as esposas, portanto, de igual para igual para que as suas orações não sejam interrompidas. 1 Pedro 3:7, The Message

A graça transforma o relacionamento matrimonial. Ela eleva esse relacionamento, a ligação mais delicada e íntima entre os seres humanos, a um novo nível. Tudo o que é belo e precioso no amor entre um homem e uma mulher se torna enobrecido e puro.

A maravilha de se apaixonar é que o nosso mundo de repente se amplia além da visão centrada unicamente em nós mesmos. “Perdemo-nos” no outro: pensamos constantemente na pessoa amada, notamos os detalhes do seu jeito e aparência, analisamos como podemos fazer para agradá-la mais e mais. Tornamo-nos uma pessoa diferente e melhor.

Mas a atração inicial e o fascínio se desgastam. Somos criaturas egoístas por natureza, e o relacionamento que começou com um grau elevado de abnegação se degenera cada vez mais até se transformar em expectativas egoístas, exigentes e insatisfeitas.

Nenhum casamento é perfeito, pois nem o homem nem a mulher são perfeitos. Aquilo que começou de forma tão sublime e majestosa se degrada para algo em que os dois mal podem tolerar, levando-os a ficar juntos apenas para o bem-estar dos filhos, por medo do que os outros vão dizer ou até mesmo devido a ameaças.

Mas a graça, que transforma todo o nosso viver, pode transformar o relacionamento matrimonial. A graça dá e perdoa. Como recebedores da graça, somos presenteados com o dom gratuito da salvação, um presente imerecido, e com o perdão que nos liberta do fardo dos erros do passado, do peso esmagador do presente e do medo do desconhecido.

Por termos recebido tanto sem merecer, desejamos da mesma forma conceder generosamente – a começar com o nosso cônjuge. Por termos sido perdoados por nossas transgressões, podemos perdoar mais prontamente as mágoas e os desentendimentos causados por nosso cônjuge.

Na nova vida na graça de Deus, declarou Pedro, somos todos iguais. Cada família encontra seu próprio caminho no que diz respeito às responsabilidades e deveres – controle das finanças, limpeza da casa, compras, etc. Mas no casamento cristão cada um desempenha suas tarefas, bem-vindas ou não, num espírito de ajuda mútua e com o desejo de agradar. Ninguém é chefe – apenas Jesus, que é o Senhor do lar e do relacionamento.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Salva da cova dos leões



O próprio Senhor irá à sua frente e estará com você; Ele nunca o deixará, nunca o abandonará. Deuteronômio 31:8, NVI

O paciente era um jovem repórter de um influente jornal, e fazia hemodiálise como resultado de uma doença crônica nos rins. Subsequentemente, contraíra hepatite. De acordo com o protocolo seguido na unidade de hemodiálise na época, as pessoas com hepatite não eram aceitas no programa, já que a natureza do procedimento poderia pôr outros pacientes em risco. Eu trabalhava de perto com a equipe de hemodiálise, e estava claro que o paciente em questão devia ser removido do programa.

A despeito das claras diretrizes, foi decidido realizar uma reunião especial com a equipe de hemodiálise, o diretor médico do hospital e eu. Nessa reunião, o protocolo foi relido, discutido e rediscutido. Todos os presentes apresentaram sua opinião. Não entendi por que havia todo aquele debate, já que todos estávamos bem a par das diretrizes. Fui tentada a dizer: “Vamos encerrar essa história! O paciente deve ser removido da hemodiálise.” Mas me contive. A reunião terminou sem que uma decisão ou voto fossem tomados.

Pensei bastante sobre o assunto e não conseguia ver sentido nele. Sou uma pessoa de personalidade forte, ideias claras e conhecimento em minhas áreas de atuação, sempre pronta a expressar pontos de vista e apresentar recomendações. Mas, naquela ocasião, embora participando, eu me omiti de fazer uma recomendação definida – e isso é estranho no meu caso. Então acendeu a luzinha. Todos estavam esperando que eu pronunciasse a sentença de morte!

Minha carreira teria provavelmente chegado a um fim gritante. A manchete do jornal que cintilava na tela da minha mente era: “Médica coloca os procedimentos acima da vida do paciente.”

Eu me encontrava numa cova de leões e, como a mais jovem do grupo, estava sendo empurrada para, involuntariamente, dar o passo que os mais velhos e sábios em política médica estavam habilidosamente evitando. Sim, todos concordavam, tacitamente, que o paciente não devia continuar na hemodiálise, mas quem tomaria a decisão? Meu Deus me livrou. Ele interveio e me salvou da boca dos leões, quando eu era inocente demais, inclusive para começar a compreender as questões em jogo. Como é poderoso o Deus a quem servimos!

Marion V. Clarke Martin

A Graça na Família


Se não for o Senhor o construtor da casa, será inútil trabalhar na construção. Se não é o Senhor que vigia a cidade, será inútil a sentinela montar guarda. Salmo 127:1

Neste mundo de relacionamentos destruídos, nenhuma outra instituição tem sofrido mais do que a família. O sagrado matrimônio muitas vezes se torna o desvairado pandemônio.

A seguir, partilho com você uma história que circula por aí.

Três homens recém-casados se reuniram e começaram a se gabar de como tinham sido bem-sucedidos em colocar as esposas na “linha”.

O primeiro se gabou de ter dito à esposa que ela era a responsável por lavar toda a louça e cuidar da limpeza da casa. Disse que levou dois dias, mas ao terceiro dia encontrou a casa limpa e a louça lavada.

O segundo homem se gabou de ter dado ordens à esposa para cuidar de toda a limpeza da casa, lavar a louça e cozinhar. Disse que não viu nenhum resultado no primeiro dia, mas no segundo já notou melhoras. No terceiro dia, encontrou a casa limpa, a louça lavada e um jantar caprichado sobre a mesa.

O terceiro homem se gabou de ter dito à mulher que seu dever consistia em limpar a casa, lavar a louça, aparar a grama, lavar a roupa e preparar todas as refeições. Disse que no primeiro dia não viu nada. No segundo dia também não, mas no terceiro o inchaço diminuiu e conseguiu enxergar um pouco com o olho esquerdo!

Ellen White tinha razão ao afirmar: “A graça de Cristo, e ela somente, pode tornar essa instituição [a família] o que Deus designou que fosse: um meio para a bênção e reerguimento da humanidade. E assim as famílias da Terra, em sua união, paz e amor, podem representar a família do Céu” (O Maior Discurso de Cristo, p. 65).

Senhor Jesus, reina em minha família hoje! Faze com que ela seja um canal de bênçãos para o mundo e uma instituição para a Tua glória!

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Posso ser uma bênção


Estou convencido de que Aquele que começou boa obra em vocês, vai completá-la até o dia de Cristo Jesus. Filipenses 1:6, NVI

Quando morávamos no sul da Califórnia, eu tinha o trabalho especial de viajar seis dias por semana a três hospitais da região para distribuir questionários e reunir dados para um estudo da universidade sobre os efeitos do álcool sobre o feto, durante a gravidez. Ao longo dos quase três anos durante os quais fiz isso, conheci muitas pessoas maravilhosas.

Meu esposo aceitou um convite para lecionar em Ohio. E, antes de nos mudarmos, desejei dar um sinal do meu apreço às muitas pessoas que haviam possibilitado meu trabalho e tocado minha vida.

Eu havia descoberto, fazia pouco, a alegria de escrever. Com o auxílio de amigos, publiquei, eu mesma, um volume de poesias e prosa intitulado First Draft [Rascunho] e o distribuí como lembrança e despedida. Um dos que o receberam, um capelão veterano, convidou-me para ir ao seu escritório. Depois de me agradecer o livro, ele inclinou-se para trás e disse: “Quando eu era um jovem pastor, desejei tornar-me um pregador renomado. Sentia-me bem quando as pessoas me apertavam a mão e diziam: ‘Bom sermão o seu, hoje!’ Achei que poderia melhorar meus sermões perguntando: ‘O que você mais se lembra do sermão?’ Sabe de uma coisa? Nem uma pessoa sequer se lembrava de uma única frase. O que me diziam tinha pouco ou nada que ver com o que eu havia pregado.

“Isso me deixou terrivelmente deprimido. Pensei em abandonar o ministério – até me lembrar da jumenta de Balaão [Números 22]. Deus havia instruído Balaão, mas, em sua cobiça por dinheiro e poder, ele deixou Deus de fora. Então, Deus fez a jumenta falar.”

Ele riu. “Isso me ensinou a não me levar demasiadamente a sério. Percebi que, se Deus pôde usar uma jumenta, Ele poderia usar-me também, da maneira que escolhesse. Se as pessoas ouvem algo diferente daquilo que eu digo, é Deus falando às suas necessidades, não eu. Decidi fazer simplesmente o meu melhor e deixar o restante com Deus.”

Que bela maneira de me dizer que eu não havia escrito um best-seller, todavia, ainda assim, poderia ser uma bênção! Mas também é uma lição de valor inestimável para mim, em todos os aspectos da vida. Devo fazer o meu melhor por Seu poder e graça, e deixar o resto com Deus.

Lois Rittenhouse Pecce