terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Todas as pequenas coisas


Reconheça o Senhor em todos os seus caminhos, e ele endireitará as suas veredas. Provérbios 3:6, NVI

Foi um daqueles dias em que as coisas que eu precisava fazer pareciam não ter fim. Saí para buscar tecido para uma costura, comprar um estoque de papel, envelopes e cartões para o escritório, bem como tentar encontrar um brinquedo adequado para meu neto mais novo. Além disso, fazer compra no mercado, ir ao correio e ao banco e – bem, sei que você captou a ideia.


Ao sair da papelaria, pensei em ir a um shopping próximo, do outro lado do rio. Havíamos estado ausentes durante o inverno, e tive a curiosidade de saber que lojas novas poderiam ter-se instalado.


Ao entrar no carro, comecei a ouvir o noticiário no rádio. Era essencialmente um som ao fundo, até que ouvi o nome do shopping para onde eu planejava ir. Parecia haver um grande problema de trânsito e muitos carros de polícia estavam em cena. Pediam que os motoristas evitassem a região da rodovia. Sentada ali, em choque, pensei em quão interessante foi o fato de que Deus, a Seu modo, estivesse a me dizer que não fosse para lá.


Você sabe, sou uma daquelas pessoas que simplesmente não começam o dia sem entregar tudo a Deus. Sei que Seus planos para mim são muito melhores do que os meus. Faço planos, sim, mas se não realizo todos concluo que há uma razão para isso, e tudo fica bem.

Deus tem muitas maneiras de falar conosco, mas nunca antes Ele me havia falado através de uma notícia no rádio do carro. Dificilmente ligo o rádio – aconteceu justamente no momento certo para me informar, e nem imagino a confusão que haveria se eu tivesse ido ao shopping sem saber de nada. Fazer isso não teria sido algo pecaminoso; foi simplesmente um daqueles casos em que Deus sabia quanto seria frustrante para mim, e Ele “falou” comigo antes que eu fosse.


Uma vez mais, entendi que Deus verdadeiramente cuida de cada pequena coisa que diz respeito à nossa paz. Ele deseja que sejamos felizes, e qual é a melhor maneira de garantir que eu tenha um bom dia senão entregá-lo a Ele? Mesmo que algo saia errado, sei que Ele estará comigo, dando-me paz. Compreende quão perto está a salvação daqueles que O temem? Jesus disse: “Deixo-lhes a paz; a Minha paz lhes dou. Não a dou como o mundo a dá. Não se perturbe o seu coração, nem tenham medo” (João 14:27, NVI).


Anna May Radke Waters

Encontro em Xangai


Não se vendem cinco pardais por duas moedinhas? Contudo, nenhum deles é esquecido por Deus. Lucas 12:6

De todas as experiências interessantes que tive ao visitar a China, nenhuma foi mais fascinante do que o encontro num centro comercial em Xangai.

– Bom-dia, senhor!

Olhei ao redor me perguntando de onde aquele inglês perfeito estava vindo. Fazia uma hora que eu estava perambulando por lojas grandes e pequenas e até mesmo numa loja de departamento enfrentei problemas de comunicação com os atendentes. Surpreso, percebi que aquela voz pertencia a uma criança, uma princesinha vestida de vermelho tão pequenina que sua cabeça mal alcançava a altura da minha cintura.

– O senhor poderia me dar um momento de sua atenção? – continuou. – Sou estudante de artes plásticas. Estamos realizando uma exposição de nossos trabalhos. O senhor gostaria de vê-los?

Estudante de artes plásticas? Para mim, parecia que ela estava cursando a quarta série.

– Posso perguntar a sua idade? – eu disse. – Você aparenta ter apenas 10 anos.

– Oh, não; tenho 16 – ela respondeu com um sorriso.

– Tudo bem – respondi.

Juntos atravessamos o centro comercial. Ela me conduziu a uma rua estreita e em seguida subimos um lance de escadas. Ali, num amplo salão, observei as pinturas em exposição. Outra jovem, obviamente mais velha do que a princesinha, estava lá. Havia também um homem sentado à mesa. Saudaram-me com extrema cordialidade.

Andei pelo salão. As obras variavam em qualidade; algumas eram muito boas. Uma série de quatro quadros verticais retratando as estações do ano atraiu minha atenção. Fiquei pensando como poderia levar aquilo para casa. Minhas malas já estavam abarrotadas.
Enquanto isso, eles falavam a respeito da escola de artes. Funcionava no campo, me informaram. Todos aprendiam inglês como também artes. A exposição estava aberta ao público e todas as vendas beneficiariam a escola.

Foi um encontro sem igual. Desejava ficar, mas o tempo acabou. Infelizmente, tive que partir.

Há mais de 1,3 bilhão de pessoas na China. Deus conhece cada uma delas por nome: a princesinha, a amiga dela, o homem à mesa. Cada uma delas é preciosa, preciosa o bastante para Jesus entregar a Sua vida por elas.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Amizade


Mas também nos gloriamos nas tribulações, porque sabemos que a tribulação produz perseverança; a perseverança, um caráter aprovado; e o caráter aprovado, esperança. E a esperança não nos decepciona, porque Deus derramou Seu amor em nossos corações,
por meio do Espírito Santo que Ele nos concedeu. Romanos 5:3-5, NVI


As amizades vêm em todos os tamanhos e formas. Podem ser casuais ou profundas e íntimas. Às vezes, somos separados de amigos por traição ou morte, ou simplesmente porque alguém se mudou. Os interesses, também, podem mudar. Seja qual for a razão, as amizades mudam ou nem sempre duram.



Jesus deseja manter amizade com você e comigo – do tipo de longa duração. Uma da qual possamos depender sempre. O que fará por nós esse tipo de amizade? Nossos relacionamentos com outros mudarão porque começaremos a olhar a vida de modo diferente.



Teremos paz com Deus mediante Jesus Cristo (Salmo 29:11). Teremos fé. Não viveremos mais com hostilidade, temor ou rejeição, porque estamos na presença de Deus.



Teremos alegria ao enfrentar os tempos difíceis, bem como os tempos felizes que chegam à nossa vida. Sabemos que Deus tem um propósito e plano para a nossa vida. Ele pode tomar os momentos ruins e tirar deles o que têm de bom. Estamos no caminho para o Céu. Deus nos quer prontas. Assim, nossa alegria é real agora e no futuro, ao partilharmos a vida com Deus e os outros.



Nossos recursos jamais se esgotarão. O Senhor tem um suprimento abundante. E nos dará mais do que necessitamos ou podemos desejar. Seu amor transborda em nosso favor. Ele nos dá o Espírito Santo para mudar nosso modo de pensar e mostrar-nos quão reais são o amor e a amizade de Deus.



A prova desse amor é Jesus morrendo no Calvário, por você e por mim.



A porta para a nossa amizade com Jesus está sempre aberta. Não precisamos ficar do lado de fora. Somos sempre bem recebidas, não importa quem sejamos nem como tenha sido nossa vida. Sua amizade está sempre disponível; é só pedir. Não lhe será negada.
Sou imensamente grata pela amizade de Jesus e por aquilo que essa amizade tem feito por mim. Ele me diz que nossa amizade é profunda e permanente. E me convida: “Venha, estarei sempre aqui, esperando você.”



Carolyn Voss

Além das Palavras


Pois a Lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por intermédio de Jesus Cristo. João 1:17

Sou autor e editor; portanto, as palavras me fascinam. As palavras mudam de significado de uma cultura para outra ou dentro da mesma cultura.


Analise, por exemplo, a palavra wrinkly [“enrugado”, “franzido”]. Em minha infância na Austrália, essa palavra era um adjetivo que se referia às dobras formadas na pele devido à preocupação, idade ou fadiga. Hoje em dia, entretanto, os australianos a utilizam como um substantivo para designar uma pessoa dotada cronologicamente. Ou seja, para eles, wrinkly é alguém idoso.


Isso me leva a refletir sobre os primeiros cristãos e o desafio que enfrentaram ao tentar escrever a respeito de Alguém que está além das palavras. Apesar de em muitos aspectos Jesus de Nazaré ter sido igual a qualquer outro ser humano, em outros foi totalmente diferente. Na beleza e pureza de Sua vida, em Sua compaixão e misericórdia, na perfeição de Seu caráter, Jesus foi sui generis – único, singular.


Como falar ou escrever sobre um Homem que excede a habilidade da linguagem para expressá-Lo? Inventando novas palavras, um novo vocabulário? Não seria uma má ideia, mas não ajudaria em nada. Ninguém entenderia coisa alguma do que fosse escrito. A outra maneira (que na verdade é a única maneira) é pegar palavras que já existem e dar-lhes um novo significado.


Foi exatamente isso o que os primeiros cristãos fizeram. Eles encontraram, por exemplo, uma palavra grega muito, muito antiga, charis, e atribuíram-lhe um novo significado. Essa palavra, que originou palavras como “carisma” ou “carismático”, inicialmente era empregada no sentido de “favor”. Era usada especialmente de duas maneiras: a primeira, para descrever alguém fisicamente favorecido; a segunda, para expressar apreciação.


O Novo Testamento contém vários exemplos de tais usos, como no texto em que lemos que Jesus crescia no favor de Deus e dos homens (Lc 2:52), ou quando Paulo exclamou: “Agradeçamos a Deus” (1Co 15:57, NTLH). Em ambos os casos a palavra é charis.


Entretanto, a palavra charis foi utilizada de forma predominante no Novo Testamento com um sentido novo: “graça”. Não mais apenas favor, mas o favor de Deus, demonstrado a nós através de Seu Filho amado. Favor sem mérito algum, favor totalmente imerecido. Jesus, cheio de graça (charis) e de verdade, ultrapassa as fronteiras da linguagem. Ele é maravilhoso, além das palavras.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Dependendo do relógio


O Senhor é bom para com aqueles cuja esperança está nEle, para com aqueles que O buscam. Lamentações 3:25, NVI

Meu esposo e eu confiamos muito em nosso relógio despertador. Toda noite, depois de fazer oração, nós o ajustamos para tocar às 5h45. Depois apagamos a luz. Chegamos a verificar um com o outro se o relógio foi mesmo ajustado para o dia seguinte. Nós nos acostumamos tanto com o som do despertador às 5h45 cada manhã que, nos dias em que não precisamos dele – por podermos dormir até mais tarde –, o som ainda canta em nossa mente e ouvidos.

Certa noite, meu esposo e eu estávamos certos de ter preparado o despertador. Tínhamos passado pela rotina – oração, relógio e luz – e fomos dormir confiantemente. Mas o despertador não tocou na manhã seguinte, e nós dois perdemos a hora. O que havia acontecido? Frustrados e aborrecidos, tentamos recuperar o tempo perdido correndo para nos aprontarmos e sair porta afora. Não tínhamos tempo para ver o que dera errado.

Naquela noite, meu esposo descobriu qual tinha sido o erro. Na noite anterior, o plugue do relógio fora tirado da tomada e a bateria não tinha sido substituída. Naquele momento entendi. Eu dependia desse objeto tangível para acordar-me pela manhã, mas ele havia falhado. Contudo, muitas vezes eu faço força para verdadeiramente depender do grande EU SOU. Pensei nas muitas vezes em que dependi do ônibus para chegar em tempo ao meu destino e fiquei desapontada quando ele se atrasou. Mesmo assim, voltava no dia seguinte, na expectativa de que o ônibus aparecesse em tempo. Eu dependia do meu carro para sair, embora ele me houvesse deixado na estrada. Sabia que, uma vez mandando verificar o motor, a transmissão e velas de ignição, meu carro seria confiável. Contudo, para mim era difícil confiar em Deus.

O texto de hoje declara: “Bom é o Senhor para os que esperam por Ele.” Deus nos deu a garantia de que está disponível a cada segundo, cada minuto, cada hora de cada dia. Ele não falhará nem nos desapontará.

O profeta Jeremias diz que é somente pela graça e compaixão de Deus que ainda estamos vivos. Deus provou que podemos confiar nEle. Não precisamos ligá-Lo, acendê-Lo nem fazer qualquer outra coisa para ter a certeza de que Ele está a postos. Sua graça e compaixão são novas cada manhã (Lamentações 3:22, 23). Descanse em Deus hoje. Você não ficará desapontada.

Diantha Hall-Smith

O Nascimento que Mudou o Mundo


      Mas o anjo lhes disse: “Não tenham medo. Estou lhes trazendo boas-novas de grande alegria, que são para todo o povo: Hoje, na cidade de Davi, lhes nasceu o Salvador, que é Cristo o Senhor.” Lucas 2:10, 11

A partir de qual grande evento se calcula o período de toda a história? Há muitos anos, W. H. Fitchett registrou a clássica resposta: “O nascimento de um judeu, que era um camponês numa província obscura numa época distante; que não escreveu nenhum livro, não fez nenhuma descoberta, não inventou nenhuma filosofia, nem construiu nenhum templo; um camponês que morreu quando, pelo modo que homens enumeram vidas, Ele havia mal alcançado sua idade produtiva, e morreu a morte de um criminoso. [...] O tempo civilizado, no entanto, é marcado pelo nascimento deste judeu! Os séculos carregam Sua assinatura, e os anos modernos são marcados por consentimento universal como o ‘Ano do Senhor’. [...]

“A cada manhã todos os jornais do mundo civilizado [...] reajustam a data de acordo com o Seu nascimento. Cada ano que chega é batizado com o Seu nome. Os calendários e as atas do Parlamento, os negócios, a política e a literatura – a própria data que escrevemos no cheque e nas cartas – tudo é ajustado inconscientemente à cronologia da vida de Cristo. Deixar uma assinatura humana no tempo, colocar um nome humano à frente dos séculos apressados, é uma grande façanha. César não conseguiu, nem Shakespeare ou Newton. A genialidade é inútil para realizar tal tarefa; a espada é inútil; a riqueza é inútil. Mas esse judeu conseguiu. [...]

“A espada de nenhum imperador jamais cortou o tempo de forma tão profunda que o deixasse marcado para sempre. [...] Apenas um nome sobrevive; apenas uma imagem é visível através do amplo espaço do tempo.

“O Filho encarnado de Deus, o Verbo que Se fez carne e que entrou na história deste mundo a fim de remodelá-la – é justo que a Ele todos os anos prestem a homenagem inconsciente de carregar o Seu nome. O calendário cristão representa o selo da realeza de Cristo no próprio tempo. Crer que um impostor remoto, numa província esquecida de um império arruinado, colocasse a Sua assinatura de forma tão profunda no tempo a ponto de influenciar todos os séculos a carregar Seu nome é o mesmo que crer que uma criança, com sua caixa de lápis de cor, pudesse mudar a coloração de todos os oceanos!” (The Unrealized Logic of Religion, p. 16-26).

Jesus, entra em minha vida e me transforma hoje.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Antes mesmo de eu pedir

 

Deleite-se no Senhor, e Ele atenderá aos desejos do seu coração. Salmo 37:4, NVI

Beatrice ligou do estado de Virgínia, nos Estados Unidos, para minha casa na Inglaterra. Fiquei muito feliz por ouvi-la. Havíamos conversado por cerca de uma hora quando, de repente, percebi que minha cozinha estava cheia de fumaça. Corri para lá e descobri que o micro-ondas não se havia desligado automaticamente após um minuto, como era de esperar, mas ficara ligado por uma hora inteira. O assado estava em chamas e uma fumaça espessa enchia a cozinha, a ponto de eu mal poder respirar. Desliguei o micro-ondas e abri todas as janelas. Mais tarde, tentei limpar o micro-ondas, porém ele não funcionou mais. Mesmo assim, eu estava muito grata porque Deus havia cuidado do fogo antes que ele se transformasse em algo desastroso.

Não me esqueci de dar um testemunho acerca do incidente no dia seguinte, na Escola Sabatina. Mesmo tendo que comer alimento frio, já que não tinha dinheiro para comprar um micro-ondas novo, não me queixei. Deixei o desejo do meu coração nas competentes mãos de Deus e me esqueci do assunto.

O som da campainha me acordou na manhã seguinte. Quando abri a porta, vi um dos teologandos do Newbold College e sua esposa, Yohanna. Com um largo sorriso, eles seguravam um forno de micro-ondas novinho em folha! Minha alegria me deixou tão confusa que fechei a porta na cara deles! Quando finalmente os convidei a entrar, o jovem pastor se desculpou por ter chegado sem aviso. Depois disse que meu testemunho lhes dera a oportunidade de me ajudar. Desde que eu ficara doente, ele e sua esposa estavam querendo me auxiliar de algum modo, mas não sabiam o que fazer. Assim, ficaram contentes por saber que eu precisava de um micro-ondas.

Rapidamente compraram um, antes que alguém mais pensasse em fazê-lo. Perplexa, observei enquanto o instalavam para mim, e até consegui expressar-lhes meu agradecimento.

Esse é o nosso Deus fiel, que nunca falha com os que Lhe pertencem. Às vezes, Ele nem mesmo espera que peçamos, e nos concede o desejo do nosso coração ou supre nossas necessidades. Naquele dia, me convenci de que pertenço à grande família de Deus. Seus membros O temem e estão prontos a obedecer à Sua voz quando Ele fala ou os envia para ajudar alguém. Isso me deu um vislumbre do Céu, onde todos serão guardadores uns dos outros. Sou reconhecida para com o Senhor por Sua graça, que é abundante para todos.

Mabel Kwei

Milagre na Autoestrada


Aconteceu estar descendo pela mesma estrada um sacerdote. Quando viu o homem, passou pelo outro lado. Lucas 10:31

Não acredito no acaso. Nem acredito em sorte. Acredito na graça. Graça significa que coisas boas acontecem mesmo num mundo cheio de maldade. Graça significa que Deus está trabalhando para fazer com que coisas boas aconteçam. Para o observador desavisado, parece obra do acaso ou da sorte; mas a pessoa que conhece Jesus, cheio de graça, sabe que é obra da graça.

Ed Theisen, 46 anos, estava estirado na estrada Gulf, próximo a Houston, Texas, Estados Unidos. Ele dirigia quando outro motorista bateu na traseira de seu carro. Theisen saiu do carro para trocar informações sobre o seguro com o motorista. De repente, sentiu-se fraco. Agarrou-se à barreira de proteção e caiu, sumindo de vista.

O motorista do guincho que rebocou o carro de Theisen não o viu. O policial que registrou o acidente não o viu. Concluíram que ele tinha simplesmente saído de cena.

Mas Ed Theisen ainda estava lá, no chão, paralisado devido à fratura no pescoço e um ferimento grave na medula espinhal. Ficou caído de lado, encarando o muro de concreto.

Theisen passou a noite inteira sozinho estirado no chão. O tempo foi transcorrendo até somar 36 horas. Ninguém viu, ninguém ouviu.
Foi então que, “por acaso”, alguém que pegava carona na caçamba de uma caminhonete o viu e chamou a polícia. O oficial cutucou Ed Theisen com o cassetete pensando que ele estava morto. Mas ele estava vivo, coberto pela poluição de Houston.
A esposa, Débora, os parentes e os amigos distribuíam panfletos pelo bairro quando receberam a notícia. Débora ligou para o hospital, que lhe informou:

– Ele está aqui. Está vivo e mandou dizer que a ama.

Graça, não acaso. Graça significa que pessoas condenadas à morte sobrevivem. Graça significa que um bom samaritano cruzará o nosso caminho. Graça significa que coisas boas acontecem em meio à poluição. Ainda que seja numa autoestrada de Houston.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Abençoada Inimizade


Porei inimizade entre você e a mulher, entre a sua descendência e o descendente dela; este lhe ferirá a cabeça, e você lhe ferirá o calcanhar. Gênesis 3:15

A jornada da vida está repleta de surpresas. Um jovem, com o mundo aos seus pés, joga tudo fora e destrói a vida. Após 20 anos de amor e companheirismo ao buscar construir um lar e estabelecer uma família, um cônjuge abandona tudo e foge com outra pessoa.

Mas há também o outro lado. Existem crianças que aparentemente têm tudo contra si, crianças que nasceram em lares destruídos e defeituosos, crianças cujos pais são alcoólatras, crianças sem alguém próximo que tenha ao menos completado o ensino médio, crianças condenadas à morte prematura por causa das drogas, do conflito entre gangues ou do abuso, mas que de alguma forma sobrevivem, quebram o ciclo, prosseguem quem sabe nos estudos e contribuem para o bem da sociedade, que fica impressionada ao saber de suas origens.

Não estamos sozinhos na batalha desta vida. Se estivéssemos sozinhos, todos nós, a despeito das condições em que fomos criados, seríamos marionetes do diabo. Seríamos movidos para lá e para cá, presos aos cordéis em suas mãos. A queda no Jardim do Éden inclinou de forma irresistível a nossa natureza ao pecado. É muito mais fácil mentir do que falar a verdade, odiar do que amar, trair do que ser fiel.

Mas não estamos sozinhos. Deus não nos deixou no poço que nós mesmos cavamos. Ele pôs inimizade entre a serpente e nós. Não temos que obedecer à ordem de Satanás. Podemos buscar a Deus.

O que é essa inimizade, essa oposição contra o mal, que corre contra a nossa natureza? É a graça.

“É a graça que Cristo implanta na alma que cria no homem a inimizade contra Satanás. Sem esta graça que converte, e este poder renovador, o homem continuaria cativo de Satanás, como servo sempre pronto a executar-lhe as ordens. Mas o novo princípio na alma cria o conflito onde até então houvera paz. O poder que Cristo comunica habilita o homem a resistir ao tirano e usurpador. Quem quer que se ache a aborrecer o pecado em lugar de o amar, que resista a essas paixões que têm dominado interiormente e as vença, evidencia a operação de um princípio inteiramente de cima” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 506).

Obrigado, querido Deus, por essa abençoada inimizade!

A Obediência da Graça


“Esta é a aliança que farei com a comunidade de Israel depois daqueles dias”, declara o Senhor: “Porei a Minha lei no íntimo deles e a escreverei nos seus corações. Serei o Deus deles, e eles serão o Meu povo.” Jeremias 31:33

Certa vez comecei a escrever um livro sobre a graça (que mais tarde foi publicado sob o título Glimpses of Grace [Vislumbres da Graça]). Ao comentar a respeito de meu projeto com um colega, ele respondeu:

– Bill, não precisamos de outro livro sobre a graça. Você deveria escrever um livro sobre a obediência!

Sim, a obediência é importante. Ao longo das páginas da Bíblia, Deus nos conclama a obedecer. Mas que tipo de obediência Ele requer? Essa é a questão.

A única obediência que conta é a obediência da graça. Ao sermos conquistados por Deus através de Seu amor, ao vislumbrarmos a glória da Palavra que Se fez carne, que armou a Sua tenda entre nós a fim de revelar o caráter de Deus e que voluntariamente Se dispôs a ir ao Calvário em nosso lugar, ao cairmos aos Seus pés e como Tomé exclamarmos: “Senhor meu e Deus meu (Jo 20:28), passamos a desejar servi-Lo e obedecer-Lhe.

A obediência da graça significa que Deus escreve Sua lei em nosso coração e em nossa mente. Não trabalhamos mais como funcionários assalariados em busca de recompensa, mas vivemos como filhos e filhas da família divina. Ao lançarmos nossas ansiedades e preocupações sobre Jesus, tomaremos Seu jugo e perceberemos que Seu jugo é suave e Seu fardo é leve (Mt 11:30).

Um poema antigo atribuído a São João da Cruz expressa a essência da obediência da graça, do coração que se apaixonou por Jesus e deseja nada mais do que Ele.

Não me move, Senhor, para Te amar
O Céu que me prometeste.
Nem me move o inferno tão temido
Para deixar por isso de Te ofender...
Move-me enfim o Teu amor,
E de tal maneira
Que ainda que não houvesse Céu eu Te amaria;
E ainda que não houvesse inferno Te temeria.

Combatendo as lesmas


Apanhem para nós as raposas, as raposinhas que estragam as vinhas, pois as nossas vinhas estão floridas. Cantares de Salomão 2:15, NVI

Meu esposo e eu fomos solicitados a trabalhar na grande ilha do Havaí. Chegando lá, descobrimos que comestíveis e outros produtos eram muito caros. Não nos deveríamos ter surpreendido, pois o Havaí é uma ilha de turismo e quase tudo é transportado do continente para lá.


Como gostamos de horticultura, decidimos fazer uma horta. Meu sonho era plantar milho, quiabo, vagem, coentro e vários tipos de verdura. Se fôssemos bem-sucedidos, poderíamos custear algumas de nossas despesas com mercearia. Fomos muito abençoados, porque um amigo nos emprestou ferramentas e até nos ajudou a fazer os canteiros. Fiquei encantada, porque em pouco tempo tínhamos uma enorme horta, com muitos tipos de vegetais. Deus foi muito generoso, ao enviar as chuvas à noite e o Sol durante o dia. Mas, enquanto as novas plantas germinavam, notamos que as folhas tenras desapareciam. Os culpados? Enormes, gigantescas, feias lesmas. Fiquei tão aborrecida que comecei a matá-las com uma enxada. Todas as manhãs, lá estava eu na horta, matando aquelas irritantes lesmas. Não pude deixar de declarar guerra contra elas.


Em pouco tempo, a horta se mostrava luxuriante e saudável, porque as inimigas tinham sido eliminadas. Senti-me vitoriosa e feliz. As plantas estavam robustas e cresciam rapidamente. O Senhor foi gracioso em abençoar nossa horta e, quando chegou o tempo da colheita, nós tínhamos muito para partilhar com outros da região. Apesar daquelas incômodas lesmas, vimos os frutos do nosso labor. Mas não foi um combate de um dia só. Foi uma batalha contínua, diária, até que os inimigos fossem aniquilados.


Quando me recordo dessa experiência, não posso deixar de pensar em nossas batalhas contra o inimigo da nossa alma. Efésios 6:12 diz: “Porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso.” Diariamente, precisamos lutar contra nossas fraquezas também – nossa negligência em ler a Palavra, nossa falta de efetiva comunhão com Deus, desperdiçando tempo precioso em outras atividades inúteis. Essas fraquezas são as “lesmas” que precisamos combater, a fim de que nossa vida espiritual funcione em harmonia com a vontade do nosso Pai celeste.


Ofélia A. Pangan

Sem mãos escondidas


Quem poderá subir o monte do Senhor? Quem poderá entrar no Seu Santo Lugar? Aquele que tem as mãos limpas e o coração puro.
Salmo 24:3, 4, NVI

Não tenho certeza de quando começou, mas toda vez que eu desenhava uma pessoa, eu escondia as mãos dela atrás das costas. Toda vez que eu desenhava as mãos, elas pareciam bolhas com aparência de pipocas. Como mãe de uma menina, via-me desenhando cada vez com mais frequência, e toda vez que precisava desenhar as mãos eu ficava um tanto frustrada com minha incapacidade ou indisposição de retratá-las de modo realista.


A desculpa que eu me dava era que os dedos eram complicados demais e levavam muito tempo. Mas, lá no fundo, eu sabia a razão real: culpa. Como uma criança apanhada furtando biscoitos da despensa, eu escondia minhas mãos com vergonha. Ficava aterrorizada ao pensar que outros pudessem descobrir coisas que eu havia feito. Embora houvesse confessado todos os grandes e pequenos pecados e me afastado da maioria deles, ainda escolhia apegar-me a sentimentos de remorso, numa vã tentativa de conquistar o perdão de Deus.


Então, sentei-me para uma profunda conversa com Deus, de coração a coração, e decidi que era tempo de parar de esconder minhas mãos, porque Deus havia removido meus pecados, lançando-os nas profundezas do oceano. Ao esconder as mãos com culpa, eu dizia a Deus, sem querer, que não acreditava que Seu perdão era real. Pedi que Deus me ajudasse a entender que esse incrível dom da misericórdia e graça era gratuito, e que nenhum castigo que eu me impusesse me faria digna do Seu amor.
Assim, na oportunidade seguinte em que minha filhinha me pediu que desenhasse figuras com ela, forcei-me a desenhar mãos humanas.


Não importa quão graves tenham sido seus pecados, se você os confessar a Deus, Ele perdoará, e não exporá sua sujeira aos outros. Ele a limpará, mãos e tudo mais, para que você também se apresente diante dEle sem mácula. Como lemos em Isaías 1:18: “Ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã.” Não mais escondo as minhas mãos nos desenhos, porque o sangue de Jesus me libertou da culpa. Ele pode fazer o mesmo por você.


Dinorah Blackman

Tal qual


Se Me conhecessem, também conheceriam a Meu Pai. João 8:19, NVI

Sem dúvida, você já ouviu a expressão várias vezes – pode, inclusive, ter sido dita a seu respeito. Eu a ouvi inúmeras vezes: “Você é tal qual seu pai.” Agora era a vez de minha filha ouvir: “Você é muito parecida com seu pai.”


Ponderei a declaração. Seria apenas mais um clichê? Algo que as pessoas dizem como parte da conversa? Mas, devo dizer, concordo com os comentários. Minha filha, Kadia, assemelha-se muito com seu pai. O físico, a tez, o jeito de andar e de se apresentar são como os de seu pai. Ela, inclusive, segura a xícara do mesmo jeito, com o mindinho esticado. Os artelhos têm o formato dos de seu pai. Ela tem sinais de nascença semelhantes. Com tudo isso e mais ainda, ela se parece com o pai. A declaração, realmente, é verdadeira: ela reflete a imagem de seu pai de mais maneiras do que eu pensava. Ela reflete seu pai, mas não por escolha. Simplesmente está no seu gene.


Meditando sobre isso, um pensamento solene me invadiu. Reflito eu a meu Pai, meu Pai celestial? Quanto de Sua imagem reflito diariamente? Naquilo que como e bebo? O que dizem dEle os meus maneirismos? Ando e falo como Ele? Quando chegamos a conhecer realmente a Deus, começamos a refleti-Lo.


Enquanto continuava pensando nessa semelhança, fiz o esforço consciente de me reavaliar. Resolvi naquele dia reestudar o caráter do meu Pai e decidi ser como Ele.


Quando eu refletir a imagem dEle, outros O verão mais claramente; verão o reflexo do meu Pai em mim. Chegarão a conhecê-Lo por causa do meu amor pelos outros, da bondade que revelo aos necessitados, da minha compaixão por aqueles que lutam contra hábitos prejudiciais.


Quando Jesus Cristo for tudo para nós – o primeiro, o último, o melhor em tudo –, Seu Espírito e Seu caráter darão cor a tudo o que somos e fazemos. Não podemos, então, centralizar os pensamentos no eu. Não somos mais nós que vivemos, mas Cristo vive em nós.

Mateus 10:37 diz que não é a nossa família que é importante, mas Jesus Cristo! Então, poderemos verdadeiramente declarar que somos filhos e filhas de nosso Rei e Pai celeste. Somos a verdadeira imagem do nosso Pai.


Glória Gregory

Deus Estava Lá no Inferno


Se eu subir aos céus, lá estás; se eu fizer a minha cama na sepultura também lá estás. Salmo 139:8

Ernest Gordon, que narrou a história do milagre às margens do rio Kwai, fez sua cama no inferno. Já sofrendo de disenteria, malária, infecção sanguínea e beribéri, contraiu também difteria, o que significava que não podia mais trabalhar na estrada de ferro. Gordon foi enviado para a Casa da Morte, apelido que o terrível hospital do campo de concentração recebeu. Localizado num oceano de lama no ponto mais baixo do campo, o “hospital” estava repleto de centenas de homens à beira da morte, cobertos da cabeça aos pés de moscas, percevejos e piolhos. Parecia mais um cemitério fétido de seres humanos desesperados em estado de putrefação.

Alguns amigos o procuraram, o encontraram entre os corpos em deterioração e o carregaram numa maca para uma pequena cabana que haviam construído. Banharam-no, limparam as feridas de suas pernas e fizeram-lhe curativos. Prepararam comida para ele e lhe aplicaram massagens. Pouco a pouco, a sensibilidade dos membros de Gordon começou a voltar. Contrariando todas as expectativas, ele sobreviveu.

Essa demonstração de compaixão fez parte de um fenômeno muito mais amplo que ocorreu no campo de concentração. O que estava acontecendo em Chungkai? Algumas histórias começaram a circular sobre soldados tementes a Jesus Cristo que haviam sacrificado a vida em atos de abnegação, heroísmo, fé e amor. Ouviu-se, por exemplo, a respeito de um homem grande e forte que de repente desmaiou e morreu de fome porque havia dado suas porções de comida para um amigo doente, que se recuperou. Outro soldado assumiu a culpa do sumiço de uma pá e foi espancado até a morte. (Naquela noite, ao serem contadas as ferramentas, não faltava nenhuma.) E muitos outros relatos assim.

Essas demonstrações da graça contagiaram o campo. Os prisioneiros trocaram a lei da selva pela lei de Cristo. Começaram a ajudar uns aos outros. Começaram a confeccionar braços e pernas artificiais, a preparar remédios com as plantas medicinais da selva. Passaram a realizar funerais em vez de queimar os mortos empilhados uns sobre os outros. Construíram uma capela, faziam cultos e realizavam batismos. Deram início a uma universidade na selva e frequentavam às aulas. Formaram uma orquestra. Voltaram a sorrir, a dar risada e a cantar.

Ernest Gordon se tornou cristão. Ao fim da guerra, estudou teologia e, mais tarde, se tornou o capelão da Universidade de Princeton. Grande é o poder do pecado, mas a graça é ainda mais poderosa.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Pelo Vale do Kwai



A Lei foi introduzida para que a transgressão fosse ressaltada. Mas onde aumentou o pecado, transbordou a graça. Romanos 5:20

Há muitos anos, um filme famoso narrou a história de um excêntrico coronel britânico que comandou as suas tropas, todos prisioneiros dos japoneses, na construção de uma ponte ferroviária na Tailândia. O filme recebeu o título de A Ponte do Rio Kwai.

Tanto o filme quanto o livro que o inspirou foram baseados em fatos reais, mas se desviaram um pouco da realidade. O que de fato aconteceu em Chungkai, o campo de concentração localizado na fronteira da Tailândia, é mais emocionante e mais maravilhoso do que qualquer coisa retratada no filme. Ernest Gordon, oficial escocês que esteve lá e sobreviveu contrariando todas as expectativas, escreveu o verdadeiro relato dessa história em Through the Valley of the Kwai [Pelo Vale do Kwai].

Com a queda de Cingapura na Segunda Guerra Mundial, o exército japonês assumia o controle do sudeste da Ásia com muita rapidez. Estavam tomando conta da Nova Guiné e prestes a controlar a Austrália. Um prêmio ainda maior chamava a atenção na Índia, mas a marinha britânica patrulhava os mares. Uma estrada de ferro ligava o norte de Cingapura à fronteira tailandesa. Outra ligava a Birmânia à Índia. Se pudessem ligar Chungkai à Birmânia, seriam capazes de atacar a Índia por terra.

Os prisioneiros de guerra foram forçados a trabalhar a fim de traçar uma rota pela selva asiática. Descalços e vestindo apenas tangas, os prisioneiros trabalhavam das cinco e meia da manhã até tarde da noite num calor de 48 ºC. Os guardas gritavam a todo instante: “Mais rápido! Mais rápido!” Com os pés cortados e machucados, insetos subindo-lhes pelo corpo suado, os prisioneiros trabalhavam arduamente para concluir a tarefa. A porção de comida era insuficiente. Os homens caíam ao chão e morriam como se fossem mosquitos devido à sede, exaustão, doenças e fome.

A estrada de ferro levou um ano para ser terminada. Seus 402 quilômetros de extensão ceifaram mais de 100.000 vidas. À medida que os prisioneiros adoeciam, eram enviados de volta para Chungkai. O campo de concentração, que passou a abrigar aproximadamente 8.000 homens famintos e doentes, se tornou um inferno na Terra, local em que o egoísmo, o ódio e o medo imperavam.

Se alguma vez o pecado aumentou, ele aumentou em Chungkai. Mas a graça de Deus começou a penetrar aquele buraco do inferno devagar e de forma imperceptível, até que, onde aumentou o pecado, passou a transbordar a graça.

O código da compaixão



Quando Jesus saiu do barco e viu tão grande multidão, teve compaixão deles e curou os seus doentes. Mateus 14:14, NVI

Minha resolução de Ano-Novo consistiu numa oração para que Deus me capacitasse a mostrar mais compaixão por pessoas que, ao meu redor, estivessem aflitas. Essa oração singela, trivial e despretensiosa me levou a uma série de eventos imprevisíveis que me ensinaram algumas lições extremamente valiosas.

Na última segunda-feira à noite, fui a um restaurante mexicano com minha amiga Brittany. Quando voltávamos ao dormitório feminino da Universidade Andrews, fomos abordadas por uma mulher aflita. Totalmente desconhecida, devo acrescentar. Ela explicou que seu carro não “pegava” e que procurava alguém para dar um empurrão. Minha amiga, imediatamente “movida de compaixão” e sem sinal de relutância, ofereceu-lhe ajuda. Devo dizer aqui que era uma noite de inverno, extremamente fria, e Brittany não estava convenientemente vestida para aquele clima.

Depois desse incidente, vinham-me flashbacks de sermões que eu ouvira, baseados na narrativa bíblica do bom samaritano. O mais importante personagem dessa história reconheceu o perigo ameaçador de ajudar um estranho. Contudo, como amigo, foi movido de compaixão e ofereceu assistência.

Aprendi que a compaixão ocorre quando nosso coração é tocado pelo Espírito Santo. Isso nos permite ser movidos, às vezes ao ponto das lágrimas, pelos infortúnios de outrem. A compaixão não é apenas um reconhecimento emocional ou interno da necessidade alheia, mas é também uma reação exterior, ativa.

A compaixão exige que ofereçamos auxílio, mesmo quando isso não é conveniente. Também significa que devemos estar dispostos a ignorar fatores como gênero, etnia, classe ou filiação religiosa, e ajudar indivíduos necessitados porque somos todos filhos de Deus.

Compaixão pode significar simplesmente reconhecer que alguém se encontra numa situação difícil e fazer uma breve oração. Jesus pode estar pedindo que você diga a alguém, hoje: “Não desista; você consegue!” Deus pode estar chamando você ou a mim para nos fazermos presentes ao lado de alguém que precisa de um ouvido atento, uma palavra encorajadora, um pão caseiro, um empurrão no carro – pois suas esperanças podem ter morrido com os desafios da vida.

Fay White

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Quando a Graça se Manifestou


Porque a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens. Tito 2:11

O apóstolo Paulo, em sua carta para o jovem pastor Tito, escreveu a respeito da “manifestação” da graça na Terra, evento que colocou um marco na história humana. As palavras de Paulo se assemelham às de João na famosa introdução ao seu evangelho: “Pois a Lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por intermédio de Jesus Cristo” (Jo 1:17). Assim, ao lermos que “a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens”, podemos substituir a palavra “graça” por “Jesus” e permanecer fiéis ao que Paulo quis dizer. Pois Jesus, como João mesmo afirmou, era “cheio de graça” (Jo 1:14).

Será que isso significa que o Antigo Testamento é destituído de graça? De forma alguma. A graça se manifesta como um fio dourado desde Gênesis até Malaquias, apesar de a palavra em si não aparecer.

Embora o Antigo Testamento esteja repleto de palavras que expressam a justiça de Deus e a Sua misericórdia, a palavra mais bonita que aparece é chesed, que denota a compaixão e a misericórdia de Jeová. Chesed é geralmente traduzida como “bondade” na versão Almeida Revista e Atualizada, ou como “amor” na Nova Versão Internacional. Alguns exemplos são: “Mostra as maravilhas da Tua bondade, ó Salvador dos que à Tua destra buscam refúgio dos que se levantam contra eles” (Sl 17:7, ARA) e “Não me negues a Tua misericórdia, Senhor; que o Teu amor e a Tua verdade sempre me protejam” (Sl 40:11).

Essa palavra maravilhosa está especialmente relacionada à ideia de aliança, conceito dominante no Antigo Testamento. Jeová guarda a Sua aliança. Isso significa que as Suas promessas são absolutamente verdadeiras. Ele é fiel. Podemos confiar em Sua chesed – Sua bondade ou Seu amor – porque é tão confiável quanto o próprio Deus.

Oh, que revelação preciosa antes da chegada de Jesus! E, quando Ele veio, a graça “manifestou-se”. Edificou sobre tudo o que já havia acontecido antes, resumiu e encheu a taça até transbordar. Assim é Jesus, a Palavra que Se fez carne. Não mais por meio de palavras, mas por meio de Sua vida e de Sua morte!

“Vimos a Sua glória”, escreveu João, esforçando-se para encontrar palavras para expressar Aquele “cheio de graça e de verdade” (Jo 1:14).

Vejo a Sua glória ainda hoje?

Uma questão de respeito


Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considerem os outros superiores a si mesmos. Filipenses 2:3, NVI

Alguns meses atrás, ouvi um homem dizer: “Nós, que temos educação universitária, nos consideramos melhores do que os agricultores.”
Você se orgulhará de mim. Mordi a língua e não dei a resposta que queria dar. (Ele não tinha ideia de quem éramos.) Contudo, desde então, tenho considerado ponderadamente como respeitamos as pessoas que escolheram um modo de vida diferente do nosso.

Todos ouvimos comentários do tipo “lavradores grosseiros”, “ele é apenas um mecânico”, “ela é uma garçonete de cabeça oca”, e assim por diante. Não são denegridas apenas as pessoas do comércio, da indústria e dos serviços por esse tipo de comentários, mas pessoas em outras profissões. A maioria se lembra de declarações feitas por outros acerca de carreiras que alguns escolheram. Por que seres humanos sensíveis em outras questões sentem a necessidade de se exaltar humilhando os outros?

Penso em quão agradecida me sinto pelos mecânicos de profissão que me ajudam espontaneamente quando, de repente, preciso de um novo alternador a quilômetros de casa. Cansada e com fome, indo a um restaurante em busca de descanso físico e boa comida, fico feliz porque há pessoas que aprenderam a graciosa arte de servir. Aprecio o dentista que me encaixa entre dois horários já marcados e trata de um dente que está doendo. Valorizo muito a habilidade da minha cabeleireira em me tornar apresentável outra vez. A lista poderia prosseguir.

Nunca criamos nossos filhos completamente sozinhas, e aprecio pessoas que, ao longo do caminho, tomaram tempo para mostrar-lhes respeito e dar-lhes do seu tempo e amor. Avós – sim, até os que não tiveram a vantagem da educação universitária – são muitas vezes aqueles que conseguem incutir um real senso de valores numa criancinha.

Quero voltar ao homem que se considerava superior aos agricultores e perguntar: “O senhor tomou desjejum hoje de manhã? Nesse caso, agradeça a um agricultor.” Respeito aqueles que têm consciência do valor de cada pessoa. Eles apreciam aquilo com que cada um contribui para a sociedade. Serão mais semelhantes a Jesus, que manifestava profundo respeito por todo o Seu povo e demonstrou isso durante Seu ministério terrestre.

Evelyn Glass

domingo, 22 de janeiro de 2012

Pronto para a guerra?


Sou um soldado do exército de meu Deus. O Senhor Jesus Cristo é meu oficial-comandante. A Santa Bíblia é meu manual de conduta. Fé, oração e a Palavra são meus armamentos de guerra.
Fui ensinado pelo Espírito Santo, treinado pela experiência, provado pela adversidade e testado pelo fogo. Sou um voluntário neste exército e estou alistado para a eternidade. Aposentar-me-ei neste exército ou nele morrerei; mas eu não desertarei, não discutirei ou serei expulso.
Sou fiel, confiável, capaz e responsável. Se meu Deus precisar de mim, estou aqui. Se Ele precisar de mim para ensinar as crianças, trabalhar com os jovens, ajudar os adultos ou apenas assentar-me e aprender, estou pronto. Ele pode me usar porque estou aqui!
Sou um soldado e não um bebê. Não preciso ser mimado, acariciado, carregado, bajulado, tutelado ou estimulado. Sou um soldado.
Ninguém precisa chamar-me, lembrar-me, escrever-me, visitar-me, atrair-me ou convencer-me. Sou um soldado e não um indivíduo fraco. Estou em meu lugar, fazendo continência para meu Rei, obedecendo as Suas ordens, louvando Seu Nome e trabalhando pela edificação de Seu reino.
Ninguém precisa enviar-me flores, presentes, alimento, cartões, doces ou dar-me esmolas. Não preciso ser abraçado, posto no berço, cuidado ou suprido. Estou comprometido.
Não posso ter meus sentimentos suficientemente feridos para voltar atrás. Não posso ser desencorajado o suficiente para me desviar. Não posso ser derrotado o bastante para desistir. Quando Jesus me convocou para este exército, eu nada possuía. Se no fim eu nada tiver, ainda sairei empatado.
Eu vencerei. Meus Deus suprirá todas as minhas necessidades. Sou mais do que vencedor. Sempre triunfarei. Posso todas as coisas através de Cristo.
Os demônios não podem me derrotar. As pessoas não podem desiludir-me. O tempo não me pode cansar. A doença não pode deter-me. As batalhas não podem abater-me. O dinheiro não pode comprar-me. Os governos não podem silenciar-me e o inferno não pode me manipular!
Sou um soldado. Mesmo a morte não pode destruir-me. Pois quando meu comandante me chamar para o campo de batalha, Ele me promoverá a capitão, e então me trará de volta para governar este mundo com Ele. Sou um soldado do exército e estou marchando e reivindicando vitória. Não desistirei. Não voltarei atrás. Sou um soldado marchando para as fronteiras do céu. Aqui permaneço perfilado.
(Autoria desconhecida)

Por que acredito na Bíblia?


Podemos acreditar na Bíblia em pleno século 21? Não tem a ciência demonstrado que ela não merece crédito? Seria a Bíblia mais do que um livro de mitos e histórias para as crianças? Confira as razões porque acredito nela:
* A Bíblia alega ter sido inspirada por Deus. Ela foi escrita por pessoas comuns, mas essas pessoas foram guiadas pelo Espírito Santo. A Bíblia afirma tal coisa, como você pode conferir, por exemplo, em II Pedro 1:20 e 21. E, se isso é verdade, ela está em um nível diferente dos outros livros.
* Jesus citou a Bíblia. Você pode ver isso em Lucas 24:27 e 44, entre outros textos. Eu não acredito que Cristo fosse citar um livro de conto de fadas.
* As profecias da Bíblia são corretas. O profeta Miquéias (cerca de 500 anos antes de Cristo) predisse que Jesus nasceria em Belém, na Judéia. Sua profecia se cumpriu em cheio. O profeta Isaías predisse que Babilônia: a) seria destruída; b) ficaria sem moradores; c) não teria árabes como seus habitantes; d) se tornaria a casa de aves e animais selvagens; e) seria um lugar onde os pastores não cuidariam de suas ovelhas. (Veja Isaías 13:19 a 22). Essa profecia teve um cumprimento literal – sem falar em muitas outras.
* A arqueologia confirma a Bíblia. Repetidamente, a arqueologia tem confirmado a veracidade da Bíblia. Vou citar um caso. T.K. Cheyne disse, na edição de de 1881 da Encyclopaedia Britannica, que as passagens bíblicas sobre os hititas não podiam ser tomadas estritamente como documentos históricos” porque não havia evidências de que esse grupo tenha existido. Hoje, graças à arqueologia, a Encyclopaedia Britannica concorda com o que a Bíblia afirma sobre os hititas.
* A mensagem bíblica tem unidade. Embora cerca de 35 autores tenham participado na elaboração dos escritos bíblicos, num período de mais ou menos 1.500 anos, não há contradições neles. Não se chocam uns com os outros.
* A Bíblia dá lampejos científicos. Ela não é um livro de ciência, mas não erra quando fornece um de seus flashes científicos. Jó 38:31 fala em “atar… o Sete-estrelo”. De fato, as sete estrelas da Plêiade se deslocam no espaço numa mesma direção. R.J. Trumpler, do observatório Lick, na Austrália, diz que elas estão todas amarradas juntas e “voando como um bando de pássaros”. A mesma passagem cita a frase “soltar os laços de Órion”. De fato, as estrelas do laço de Órion viajam separadamente.
* Ela resiste à ação do tempo e dos críticos. (Veja Isaías 40:8). Apesar de todo tipo de ataque, incluindo aí a fúria dos críticos, a Bíblia chega com vida e saúde ao século 21.
* Deus e a salvação constituem seus temas centrais. Em marcante contraste com outros escritos “sagrados”, a Bíblia focaliza mais Deus e a maneira como as pessoas podem ser salvas do que as façanhas humanas.
* A Bíblia apresenta uma excelente ética. A moralidade e a ética apresentadas pela Bíblia são contrárias à inclinação natural das pessoas, mas não ao bom senso. “Felizes os pobres de espírito” e “Ame seus inimigos” são dois ensinamentos interessantes, você não acha?
* A Bíblia transforma vidas. (Veja Hebreus 4:12). Alguns anos atrás, um militar visitou uma ilha de canibais no Pacífico Sul. Certo dia, viu um velho sentado em frente à sua cabana lendo um livro. Perguntou o que ele estava lendo. Levantando sua Bíblia, o chefe disse: “Leio o livro de Deus”.
“Você está meio ultrapassado, não?”, atacou o militar. “Em meu país, não acreditamos mais nesse livro. Achamos que ele não passa de um amontoado de mitos”.
O velho chefe pensou devagar, então replicou: “Talvez vocês não acreditem no Livro em sua terra. Mas o Livro me fez um homem bom. Antes dele chegar aqui, eu comeria você. Agora o livro me mudou. Deixei de ser canibal. O Livro mudou meu coração. Diga-me, homem branco, você quer que eu jogue o Livro fora e coma você?”
(Escrito por Don Fehlberg)

Jovens com emoções e sentimentos controlados, e possível?


1.    Não faça com os sentimentos dos outros o que não gostaria que fizessem com os seus.
2.    Não use alguém para satisfazer suas vontades. Com certeza, você não gostaria de ser usado.
3.    Respeite a vontade do outro. Assim, você mostra que respeita sua própria vontade.
4.    Não conte o que aconteceu entre vocês dois para o resto do mundo. Se você precisa contar é porque não tem certeza do que fazer.
5.    Reconheça que cada um tem o direito de pensar e agir de forma diferente de você – e isso deve ser respeitado.
6.    Cuide para não fazer algo que se arrependa mais tarde, e não possa voltar atrás.
7.    Lembre-se de que, quando está longe dos pais, a responsabilidade de seus atos é sua.  Não esqueça também que se for bem estruturado, o amor é lindo. Curta essa emoção, que é muito gostosa.
Fonte: Superamigo 02-96

Ressurreição a Cada 17 Anos


      Disse-lhe Jesus: “Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em Mim, ainda que morra, viverá; e quem vive e crê em Mim, não morrerá eternamente. Você crê nisso? João 11:25, 26

A região leste dos Estados Unidos testemunha uma invasão incrível a cada 17 anos. Bilhões de insetos negro-azulados, de olhos vermelhos e asas marrom-amareladas emergem do chão e tomam conta das calçadas, árvores, varandas e ruas. Enchem o ar com um zunido mais alto do que o barulho de qualquer máquina de cortar grama.

Eles apareceram em 2004, em 1987, em 1970. Aliás, em 1715, o pastor Andreas Sandel escreveu a respeito desses insetos na Filadélfia: “Neste mês [maio] alguns insetos singulares saíram da terra; os ingleses os chamam de gafanhotos.” Mas gafanhotos é que não são. Eles são, isto sim, cigarras. Há aproximadamente 3.000 espécies de cigarras ao redor do globo e a maioria leva vida normal, mas essas são “cigarras periódicas”. Elas passam 17 anos debaixo da superfície e, no fim desse período, emergem para uma vida adulta desvairada e barulhenta. Essa espécie de cigarra cava o solo de 45 a 70 centímetros e se alimenta da seiva extraída das raízes das árvores.

Durante os meses que antecedem seu surgimento, as ninfas maduras cavam túneis em direção à superfície. Nesse período, às vezes se forma um pequeno monte de terra, chamado de cabana da cigarra. Essas cabanas, ou buracos de aproximadamente um centímetro de largura ao pé das árvores, se tornam visíveis no mês de abril.

Assim que o solo atinge a temperatura de 18 ºC, as ninfas emergem em massa e tomam conta da vegetação mais próxima. Livram-se da casca de ninfa e... surpresa! Surge uma criatura brilhante de asas cor creme. Após algumas horas, o corpo escurece e se torna negro-azulado. Em quatro ou cinco dias de maturidade, os machos começam a tocar o timbale interno na tentativa de atrair a atenção das fêmeas. Eles acasalam. As fêmeas abrem cortes em galhos de árvores finos e colocam os ovos. Em agosto, jovens ninfas de cigarra eclodem, cada uma menor do que um grão de arroz. Elas caem ao chão e cavam o solo.

Aprenda a lição da cigarra periódica. Se o Criador cuida dessas pequenas criaturas que ficam enterradas por 17 anos e emergem apenas para viver seu último mês de vida, será que Ele não trará à vida Seus queridos filhos que dormem no pó da terra? Quer seja daqui a 17, 170 ou 1.700 anos, Jesus, que é a ressurreição e a vida, acordará Seu povo para a vida eterna.

Uma questão de respeito

Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considerem os outros superiores a si mesmos. Filipenses 2:3, NVI

Alguns meses atrás, ouvi um homem dizer: “Nós, que temos educação universitária, nos consideramos melhores do que os agricultores.”
Você se orgulhará de mim. Mordi a língua e não dei a resposta que queria dar. (Ele não tinha ideia de quem éramos.) Contudo, desde então, tenho considerado ponderadamente como respeitamos as pessoas que escolheram um modo de vida diferente do nosso.

Todos ouvimos comentários do tipo “lavradores grosseiros”, “ele é apenas um mecânico”, “ela é uma garçonete de cabeça oca”, e assim por diante. Não são denegridas apenas as pessoas do comércio, da indústria e dos serviços por esse tipo de comentários, mas pessoas em outras profissões. A maioria se lembra de declarações feitas por outros acerca de carreiras que alguns escolheram. Por que seres humanos sensíveis em outras questões sentem a necessidade de se exaltar humilhando os outros?

Penso em quão agradecida me sinto pelos mecânicos de profissão que me ajudam espontaneamente quando, de repente, preciso de um novo alternador a quilômetros de casa. Cansada e com fome, indo a um restaurante em busca de descanso físico e boa comida, fico feliz porque há pessoas que aprenderam a graciosa arte de servir. Aprecio o dentista que me encaixa entre dois horários já marcados e trata de um dente que está doendo. Valorizo muito a habilidade da minha cabeleireira em me tornar apresentável outra vez. A lista poderia prosseguir.

Nunca criamos nossos filhos completamente sozinhas, e aprecio pessoas que, ao longo do caminho, tomaram tempo para mostrar-lhes respeito e dar-lhes do seu tempo e amor. Avós – sim, até os que não tiveram a vantagem da educação universitária – são muitas vezes aqueles que conseguem incutir um real senso de valores numa criancinha.

Quero voltar ao homem que se considerava superior aos agricultores e perguntar: “O senhor tomou desjejum hoje de manhã? Nesse caso, agradeça a um agricultor.” Respeito aqueles que têm consciência do valor de cada pessoa. Eles apreciam aquilo com que cada um contribui para a sociedade. Serão mais semelhantes a Jesus, que manifestava profundo respeito por todo o Seu povo e demonstrou isso durante Seu ministério terrestre.

Evelyn Glass

sábado, 21 de janeiro de 2012

Por que Creio


O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e as nossas mãos apalparam – isto proclamamos a respeito da Palavra da vida. 1 João 1:1

Em 1927, o famoso filósofo ateu Bertrand Russell escreveu um livro intitulado Por que Não Sou Cristão. Na ocasião, esse livro era apenas o mais recente de uma longa série de ataques a Jesus Cristo e Seus seguidores. O empenho em trazer descrédito ao cristianismo começou logo no primeiro século.

Ao longo dos anos, vários pensadores cristãos tentaram contra-argumentar esses ataques. Desenvolveram estudos baseados no design da natureza, na causa e efeito (para todo efeito há uma causa suficiente para produzi-lo), na relevância dos valores morais em todas as sociedades e assim por diante.

Esses estudos têm seu lugar; não os desconsidero. Para mim, no entanto, a maior razão para a fé se encontra numa esfera muito diferente, pois todo argumento filosófico que o cristão apresenta, o ateu contesta com outro argumento. No fim, os dois se sentem satisfeitos com a posição defendida, mas nenhum deles conseguiu “provar” seu caso, seja contra ou a favor.

Na verdade, Deus é grande demais para que possa ser “provado” por argumentos humanos. Aquele que é o autor da razão está além da razão. Aquele que criou o Universo é infinitamente maior do que o Universo.

É por isso que, para mim, a base da fé é muito diferente do jogo de palavras filosóficas. Mais do que qualquer outra razão, creio por causa do Homem da Galileia, Jesus Cristo. Em vez de palavras, Ele é a Palavra que Se fez carne.

Em Atos 14 lemos a respeito da visita de Paulo e Barnabé a Listra, Ásia Menor, durante sua primeira viagem missionária. Naquela cidade, eles encontraram um homem paralítico, aleijado desde o nascimento, que nunca tinha andado. O homem ouviu atentamente Paulo, que se sentiu impressionado a ordenar: “Levante-se! Fique em pé!” (v. 10). O homem deu um salto e começou a andar.

Assim que a multidão viu o que tinha acontecido, gritou: “Os deuses desceram até nós em forma humana” (v. 11), e chamaram Paulo de Hermes e Barnabé de Zeus.

O único Deus, o verdadeiro Deus, veio a nós em forma humana. Se forçarmos a mente e tentarmos imaginar Deus em forma humana, poderemos pensar apenas em uma única Pessoa – Jesus. Ele é a essência de nossa esperança, a personificação de nossos desejos.

Jesus. Ele é a razão por que creio.

No tempo dEle


Eu confio em Ti, Senhor, e digo: Tu és o meu Deus. O meu futuro está nas Tuas mãos. Salmo 31:14, 15, NVI

Senhor, leva-me até lá com segurança. Senhor, leva-me até lá em tempo. Minhas orações gêmeas reverberavam dentro dos limites do carrinho. À minha frente, um empoeirado carro azul tomava conta da estrada de mão única, andando a 30 quilômetros por hora numa zona que permitia 50 quilômetros por hora. Não havia saídas daquela via e eu não tinha escolha a não ser me arrastar atrás.

Era uma típica tarde de quarta-feira. O trânsito escolar já se havia acalmado e a hora do rush ainda aumentaria de volume. De maneira insensata, eu havia deixado para entregar meu trabalho no último momento possível, e agora já estava desconfortavelmente perto do prazo fatal das 17h. Ainda a mais de um quilômetro e meio da universidade, eu me impacientava tanto comigo mesma quanto com o motorista da frente. A sinuosa estradinha vicinal era larga o suficiente para acomodar duas faixas de tráfego. Mas ali estava ele, no centro, fazendo um passeio do tipo “tarde de domingo”.

Devido às curvas da estrada, eu não via mais do que alguns metros adiante e precisava seguir na trilha dele, como se estivesse sendo guinchada. Após murmurar minha desesperada oração, fixei a atenção no para-choque traseiro do carro e me repreendi por ser presunçosa. Tive seis semanas para concluir e apresentar meu trabalho. Mas ali estava eu, no último minuto, como sempre, correndo para entregá-lo em tempo. Como podia esperar o auxílio de Deus, quando a verdade era que eu não o merecia?

De súbito, o carro da frente deu uma guinada para a esquerda. Dei também. Justamente em tempo de evitar um pequeno carro com placa de outro país, vindo na direção errada e exatamente para cima de nós.

Graças a Deus por aquele carro com sua marcha lenta, dominando a estrada de modo a me impedir de ultrapassá-lo. O veículo não era o obstáculo que eu havia imaginado – foi, na verdade, um escudo protetor.

Agora, sempre que tenho pressa e um veículo lento se acomoda à minha frente, meu primeiro impulso ainda é fazer com que ele acelere, mas então me lembro daquele dia e sussurro um silencioso Muito obrigada a Deus. Seja qual for o dano, Ele está me protegendo. Não porque eu seja boa, ó Deus, mas porque Tu és bom – no tempo certo.

Avery Davis

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Meu Nome Está Escrito Lá?


Nela jamais entrará algo impuro, nem ninguém que pratique o que é vergonhoso ou enganoso, mas unicamente aqueles cujos nomes estão escritos no livro da vida do Cordeiro. Apocalipse 21:27

Abri rapidamente o pacote pesado que havia acabado de chegar pelo correio. Dele saiu um livro grande de capa prateada e pensei: “O que será isso?”

Ao folheá-lo, lembrei-me. Havia alguns meses tinha recebido um telefonema de um representante do departamento de graduação da universidade em que me formei. O jovem explicou que estavam no processo de completar uma lista de todas as pessoas que se graduaram naquela universidade com informações adicionais sobre cada um dos graduados. Ele fez questão de detalhar várias razões que me fariam desejar um exemplar e com isso fazer com que suas vendas aumentassem. O preço me pareceu um pouco exagerado, mas poderia ser pago com o cartão de crédito. Então, pensei, por que não?

Ali estava. A primeira coisa que fiz foi abrir na letra “J”. Estava lá. Meu nome estava escrito lá. Havia quatro linhas em letras pequenas.
Folheei o livro à procura de nomes de pessoas conhecidas, de amigos e de ex-colegas de classe. O livro fora muito benfeito e continha muitas informações sobre a universidade e sua história. Mas comecei a refletir. Paguei 70 dólares por isso? Por quatro linhas em letras pequenas?

Você já percebeu o quanto gostamos de ver nosso nome na lista? A lista telefônica chega e qual é a primeira coisa que fazemos? Queremos ter certeza de que nosso nome está ali.

Também queremos ter certeza se escreveram corretamente. Algumas pessoas possuem um nome que, assim como o meu, sempre é escrito de forma errada. Há inúmeros Johnsons por aí, mas não muitos com “ss”. É preciso ir a Chicago ou a Minneapolis para encontrar um bom número de nomes iguais ao meu na lista telefônica. Algumas pessoas ficam confusas. Lembram-se de que meu nome possui alguma coisa diferente, mas não recordam o quê. Assim, muitas vezes escrevem Jonsson ou Johansson.

Mas de todas as listas em que gostaríamos de ver nosso nome, apenas uma realmente importa: o livro da vida do Cordeiro. Ter o nome escrito nesse livro vale tudo o que possuímos, mas custou mais do que jamais poderemos pagar. Custou o Céu inteiro.

E nosso nome será escrito corretamente.

Deus Cuida


Lancem sobre Ele toda a sua ansiedade, porque Ele tem cuidado de vocês. 1 Pedro 5:7

No século 13, Frederick II, imperador do Sacro Império Romano, realizou uma experiência para descobrir que espécie de linguagem as crianças desenvolveriam se fadadas ao silêncio desde os primeiros anos de vida. Ele selecionou alguns bebês recém-nascidos e ordenou que ninguém falasse com eles. Apesar de ter escolhido responsáveis para amamentar e banhar os bebês, proibiu-os estritamente de cantar ou falar com as crianças. Mas a experiência fracassou – todos os bebês morreram!

Uma “criança selvagem” encontrada na Califórnia, Estados Unidos, respondeu à pergunta levantada por Frederick II. Genie, apelido que recebeu dos assistentes sociais a fim de zelar por sua privacidade, era uma menina de 13 anos de idade que foi mantida isolada num pequeno quarto e desde a infância nunca ouvira uma palavra sequer por parte dos pais.

O pai de Genie aparentemente odiava crianças. Desde os 20 meses de idade até 12 anos mais tarde, ocasião em que foi descoberta, Genie viveu praticamente em total isolamento. Nua, presa por uma armadura confeccionada pelo pai, era obrigada a ficar sentada num vaso sanitário dia após dia. À noite, o pai a colocava numa espécie de camisa de força e a enjaulava num berço com laterais de malha metálica. Se fizesse qualquer barulho, era espancada. Ele nunca falou com ela.

Genie foi descoberta em novembro de 1970, ocasião em que a mãe a levou para a assistência social. Era uma adolescente em estado deplorável, deformada, descontrolada, antissocial, subnutrida. Não era capaz de se manter em pé. Não conseguia ficar ereta. Não sabia mastigar. Pesava somente 27 quilos. E não sabia falar, apenas choramingar.

O fato de Genie ter sobrevivido é inacreditável. Ao longo dos anos de reabilitação, ela aprendeu a se comunicar de forma confusa. Embora aparentemente tenha nascido uma criança normal, o resultado do teste de QI foi de apenas 38 em 1971, e de 74 em 1977. Por ter-lhe sido negada a oportunidade de desenvolver-se, certas partes do seu cérebro nunca funcionarão como deveriam.

Todos nós fomos criados para receber carinho. Não importa a idade, fomos feitos para amar e ser amados. Se não tivermos alguém que se importe conosco, a vida se torna um grande sofrimento sem fim. A boa notícia é que Jesus colocou-nos sob o cuidado de Deus! Ele Se importa imensamente conosco. Tudo o que sabemos sobre compaixão, bondade e amor é tão somente uma pálida sombra do cuidado infinito de Deus. Foi isso que Jesus ensinou e viveu.

Antes que clamem...


E será que, antes que clamem, Eu responderei; estando eles ainda falando, Eu os ouvirei. Isaías 65:24

A experiência me ensinou que uma das coisas mais importantes que um cristão pode fazer é frequentar reuniões de oração regularmente. Aí existe poder e uma fonte constante de ânimo e força. É puro prazer abeberar-nos do precioso companheirismo com outros crentes guiados pelo Espírito.

Numa dessas noites de reunião de oração, apressei-me para ficar pronta e não perder o ônibus. Enquanto corria para atravessar a rua até o ponto, o ônibus veio zunindo na minha direção. Confiante de que o motorista me via, atravessei correndo, acenando para atrair-lhe a atenção. Eu sabia que não conseguiria chegar ao outro lado em tempo. Ainda acreditando que ele me via, esperei que ele parasse e me deixasse prosseguir. Ele não parou. Nem mesmo reduziu a marcha.

Não acreditei! Por que o Senhor deixaria que isso me acontecesse? Ele sabia do meu propósito de ir ao culto de oração e sabia que, se eu perdesse aquele ônibus, também perderia a conexão com o outro, que me levaria à igreja em tempo. Como fiquei magoada! Julguei que o Senhor me houvesse abandonado. Mas por quê? Não dissera Ele que eu devia ir à reunião?

Fiquei aborrecida, enquanto aguardava com impaciência o ônibus seguinte, com os pensamentos se entrecruzando loucamente na teia da dúvida. Deus parecia distante. Então, aconteceu uma coisa estranha. Um carro se aproximou e parou no meio-fio, perto de onde eu estava parada. Um amigo pôs a cabeça para fora da janela e me perguntou se eu queria uma carona. Alegremente entrei no carro e ele me levou diretamente à porta da igreja. Não só cheguei em tempo – eu estava adiantada!

Como me envergonhei por ter censurado o Senhor. Não dissera Ele: “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o Seu propósito” (Romanos 8:28)?

Ele havia previsto minha situação e, por Sua sábia providência, arranjara aquilo de que eu precisava e pelo qual ansiava. Fiel à Sua promessa, Ele me fez lembrar: “Antes que clamem, Eu responderei.”

Senhor, dá a cada uma de nós fé para saber que nos ouves, que nos amas e que Te importas conosco.

Audre B. Taylor

Tecido cicatrizado

Amado, acima de tudo, faço votos por tua prosperidade e saúde, assim como é próspera a tua alma. 3 João 2

Alguns anos atrás, quando uma amiga ou parente idosa anunciava, com ar convicto, que choveria no dia seguinte, eu olhava para o céu azul e limpo e sorria de modo um tanto complacente. Chuva? Impossível! Assim pensava eu. Mas, para minha surpresa – para não dizer constrangimento – chovia invariavelmente. E, hoje, eu mesma cheguei ao estágio – ou deveria dizer idade – em que não mais preciso de um barômetro, pois meu corpo avisa que o mau tempo está a caminho.

Com o passar dos anos, todos sofremos vários danos físicos, e é a dor em algumas dessas antigas feridas que muitas vezes nos faz lembrar de que a pressão barométrica está caindo. Não sei explicar o fenômeno, mas é um dos fatos da vida. Contudo, nosso avanço pela vida não deixa em seu rastro somente tecido cicatrizado, mas feridas emocionais e espirituais também. Essas cicatrizes tendem a nos causar dor, especialmente quando o barômetro espiritual anuncia queda.

Toda experiência pela qual passamos cria uma lembrança. Algumas delas são vívidas e alegres, mesmo depois de muitos anos. Quando recordamos o evento, o coração bate mais rapidamente, enquanto uma onda de felicidade nos cobre, engolfando-nos num verdadeiro tsunami de euforia. Outros eventos são lembranças “cicatrizadas”, que ainda doem cada vez que nos vêm à mente. Nossos olhos se enchem de lágrimas e o coração parece chumbo.

Assim como há cirurgiões plásticos habilidosos que podem remover do nosso corpo uma cicatriz debilitante e dolorosa, existe Um, e apenas Um, que pode extirpar as mais profundas cicatrizes em nossas lembranças emocionais ou espirituais. A operação é grátis para todos. Nosso Cirurgião pede somente que nos confiemos plenamente ao Seu cuidado e cooperemos com Ele.

Por que hesitamos? Nosso Salvador é o único que pode remover os resultados dolorosos do pecado e recriar em nós Sua impoluta imagem. Ainda há um bônus, pois enquanto Ele atua em nosso coração e mente sofridos, Seu bisturi remove, com destreza, algumas cicatrizes físicas também, e começamos a experimentar um grau de saúde física que nunca sonharíamos ser possível.
Jesus veio ao mundo para salvar-nos totalmente, e Seu toque de cura vai restaurando cada aspecto de nossa vida enferma e abatida pelo pecado.

Revel Papaioannou

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

É só pô-Lo à prova


O que vocês pedirem em Meu nome, Eu farei. João 14:14

A fim de captarmos as respostas de Deus às nossas orações, precisamos construir um relacionamento com Ele. Isso não é automático. Já ouvi e li acerca das experiências de muitas outras pessoas com Deus, e finalmente percebi que tudo o que precisava fazer era submeter Deus à prova. Foi o que fiz. Quando orava a Deus, isso constituía parte natural do meu relacionamento com Ele. Sentia-me à vontade, indo a Deus com minhas necessidades, preocupações e quaisquer questões daquele momento da minha vida.

Pedi ao Senhor muitas coisas, e Ele as concedeu. Por exemplo, se eu desejasse acordar cedo pela manhã, por qualquer razão, orava antes de dormir: “Querido Deus, Tu sabes qual é o meu programa para amanhã. Por favor, acorda-me com um tempo razoável que me permita preparar-me para o meu compromisso.” De modo surpreendente, eu acordava justamente no tempo certo para fazer os preparativos de acordo com o compromisso do dia. Deus é maravilhoso, e devemos revelar confiança em Sua palavra quando nos aproximamos dEle.

A Bíblia diz que, se pedirmos alguma coisa segundo a Sua vontade, Ele nos ouve.

Leciono uma matéria na faculdade de ciências do comportamento na Universidade do Sul do Caribe. Eu disse aos meus alunos que, se eles orassem antes de começar a estudar para uma prova, o Senhor os levaria a concentrar-se nas áreas exatas que a prova cobriria. No fim do semestre, alguns dos alunos testemunharam que isso funcionou para eles.

Conta-se a história de um homem que pediu a Deus uma flor e uma borboleta, mas Deus lhe deu um cacto e uma lagarta. O homem não entendeu. Depois de algum tempo, ele foi dar uma olhada no seu negligenciado pedido e, para sua surpresa, sobre o cacto espinhento e sem graça havia uma bela e vistosa flor, e a repugnante lagarta havia se transformado numa linda borboleta.

Deus sempre faz as coisas da maneira certa. O caminho dEle é sempre o melhor, mesmo que pareça totalmente errado. Você pode ter a certeza de que Ele sempre lhe dará aquilo de que você precisa, no momento certo. Aquilo que você deseja nem sempre é o que você precisa. Deus nunca falha em atender as nossas petições; portanto, continue indo a Ele sem duvidar nem murmurar. O espinho de hoje é a flor de amanhã. Deus concede o melhor àqueles que deixam as escolhas por conta dEle, pois Ele faz tudo formoso no seu devido tempo (ver Eclesiastes 3:11).


Carol J. Daniel

Em Meio ao Silêncio


No princípio era Aquele que é a Palavra. Ele estava com Deus, e era Deus. Ele estava com Deus no princípio. João 1:1, 2

A base do hinduísmo e do budismo é: “No princípio eram as obras.” Uma estrutura religiosa e filosófica inteira se originou a partir dessa premissa.

A palavra carma significa obras ou feitos. De acordo com essa crença, o Universo é regido por uma justiça intransigente – recebemos aquilo que merecemos. Você nasceu numa família pobre? Isso ocorreu por causa do peso acumulado do carma, a soma das suas ações ao longo de inúmeras encarnações. Assim, é compreensível que, sob esse sistema, o objetivo da vida espiritual seja romper o ciclo da morte e da reencarnação e acumular uma quantidade suficiente de boas ações para ser finalmente liberto.

De maneira totalmente contrastante, a Bíblia afirma: “No princípio era Aquele que é a Palavra.” Antes de o mundo nascer, a Palavra estava lá. Antes de o Universo ser criado, a Palavra já existia. A Palavra estava com Deus, e a Palavra era Deus.

A declaração de João, constituída de expressões tão simples, me deixa maravilhado. Ela revela que desde o princípio dos princípios Deus não permanece em silêncio. A Palavra era Deus. A Palavra é Deus. Deus quebra o silêncio; Deus fala.

Que diferença uma palavra faz! Uma palavra dita a uma pessoa presa em escombros após um terremoto: “Há alguém aí?” Uma palavra vinda do consultório médico: “Os resultados dos exames estão bons. Você vai ficar bem.” Uma palavra de uma agência de empregos: “Você foi admitido.” E especialmente palavras como estas: “Eu te amo.” “Eu te perdoo.”

Em meio ao silêncio da eternidade, em meio à imensidão do espaço, Deus fala. Ele diz: “Com amor eterno Eu te amei; por isso, com benignidade te atraí” (Jr 31:3, ARA). “Não tema, pois Eu o resgatei; Eu o chamei pelo nome; você é Meu” (Is 43:1).

Ouça! A Palavra ainda fala ao nosso coração. Em meio ao silêncio que nos envolve quando enfrentamos momentos de tristeza, quando vemos nossos sonhos se desvanecerem como um castelo de areia, quando clamamos a Deus e nossas palavras parecem voltar como se tivessem batido num céu feito de bronze e sentimos que não podemos prosseguir, Jesus fala.

Ele ainda fala. Sempre foi assim. E sempre será.

Ele é a Palavra que Se fez carne, cheio de graça e de verdade.

Não desanime, caro amigo. Confie nEle a despeito do que os seus sentimentos lhe disserem. Creia, apenas creia. Apegue-se à Palavra.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Cadeira de rodas abençoada


Teus maravilhosos feitos são manchetes; eu poderia escrever um livro cheio de detalhes da Tua grandeza. Salmo 145:6, The Message

Mudei-me para a Flórida enquanto minha nova igreja estava envolvida no preparo da lista atualizada de membros. Como eu já havia passado por esse processo antes, apresentei-me como voluntária para ajudar. Meu trabalho era simples: telefonar para cada membro e marcar um horário para a fotografia. No primeiro telefonema, a irmã A ficou alegre por ter sido lembrada. Assim foi pelos quatro telefonemas seguintes. Então, liguei para a irmã Q. Identifiquei-me. “Quem?” perguntou a voz, intrigada. Repeti minha apresentação.
“Quem?” O tom de sua voz sugeria que minha resposta não ajudava a esclarecer o problema. Por fim, eu me identifiquei como filha de um casal que havia sido membro daquela igreja por longo tempo. A irmã Q continuava sem pistas. Tentei de novo: “Sou aquela da
cadeira de rodas.”

E ela se lembrou imediatamente.

Percebi que, embora me houvesse identificado como usuária de cadeira de rodas, não me definiria como deficiente. Escolheria minha designação e a embelezaria contando minhas bênçãos – aquelas que eram exclusivamente minhas. As bênçãos da cadeira de rodas, como as chamo.

A versão de Eugene Peterson para o texto de hoje diz tudo. Eu poderia escrever um livro quando penso nas bênçãos que Deus me dá. Por exemplo, agora tenho acesso fácil a serviços e prédios. Voando para toda parte, vejo que meu agente de viagens pede automaticamente uma cadeira de rodas para mim. No aeroporto, um funcionário prestativo recebe meus documentos e me empurra diretamente para o portão de embarque. E não para por aí. Num sábado, nossa igreja estava superlotada. Não havia lugares disponíveis, mas eu tinha um: minha cadeira de rodas. E ainda ficou melhor. Minha pequena sobrinha, sem encontrar um lugar, ficou em pé ao meu lado. Seus eloquentes olhos negros dispararam uma mensagem: Posso me sentar no seu colo? Fiquei encantada.

Quando minha mão direita ficou fraca e trêmula demais para escrever, tive que aprender a usar a esquerda. De algum modo, ouvi a voz de Deus a partir das páginas da Bíblia. “Todavia, estou sempre contigo, Tu me seguras pela minha mão direita” (Salmo 73:23).

Sim, sou aquela da cadeira de rodas – aquela movida por Seu poderoso braço.

Glenda-Mae Greene

Ela conhece minha voz


Elas [as ovelhas] o seguem porque lhe reconhecem a voz. João 10:4

O telefone tocou bem cedo, numa fria manhã de outono, enquanto eu me vestia para ir à igreja. – Oi, mamãe – disse a voz sonolenta.

– Feliz aniversário!

– É uma surpresa você ter se lembrado, já que anda tão ocupado ultimamente.

– Este vai ser um aniversário especial – continuou meu filho. – Superespecial. Estamos no hospital e você vai ganhar uma netinha hoje.

– Puxa! Isso é maravilhoso! – Engoli em seco, incapaz de conter minha emoção. – Mas eu pensava que ainda seria daqui a duas ou três semanas.

– Acho que ela queria tornar especial o dia da vovó.

Arrumando-nos apressadamente, corremos ao hospital em vez de à igreja, para encontrar uma jovem mamãe em trabalho de parto.

Assim aconteceu que, no mesmo dia da semana, e na mesma hora do dia em que nasci tantos anos atrás, recebi minha primeira neta.

Que presente encantador!

Meu filho segurava seu bebezinho enquanto o olhávamos juntos. – Ah, mamãe, ela não é linda?

Eu sabia que essas palavras vinham de um pai “coruja”, pois, naquele momento, o que eu via era uma cabeça pontuda e um rostinho vermelho e enrugado. Mas como é bom saber que Deus nos olha como um Pai amoroso e não vê o exterior, mas conhece o que somos por dentro, e nos vê como Suas belas filhas.

Depois de o bebê ter passado um pouco de mão em mão, começou a choramingar. O novo papai veio em seu socorro. – Deixe-me segurá-la – disse ele. – Eu sei como deixá-la calminha. Ela conhece minha voz.

Veja só! Que conceito! Mas a ideia não é nova. Há mais de dois mil anos, Jesus falou que as ovelhas conhecem a voz do seu pastor. Ele mesmo Se chamou de Bom Pastor, que chega a dar a vida por Suas ovelhas. Elas O ouvem; Ele as aquieta. Ele as conduz.

Como posso reconhecer a voz do Bom Pastor quando tantas vozes clamam por minha atenção? A voz de Jesus não soa mais alto, porém é a mais bondosa, compreensível e fácil de se ouvir. Ao estudar Sua palavra, estou treinando meus ouvidos para captar-Lhe o tom gentil.

Posso, então, sentir-me segura e saber que Ele me aquietará os temores. Desejo que o Bom Pastor olhe para mim e diga: “Minha linda filha, posso organizar o caos em sua vida. Pode confiar em Mim, porque você conhece a Minha voz.”

Roxy Hoehn

Resgatada por Causa da Covinha


Haverá mãe que possa esquecer seu bebê que ainda mama e não ter compaixão do filho que gerou? Embora ela possa esquecê-lo, Eu não Me esquecerei de você! Isaías 49:15

A mãe conhece. Mesmo depois de muitos anos, a mãe ainda conhece o filho.

Em 24 de janeiro de 2004, Luz Cuevas participou de uma festa de aniversário na Filadélfia, Estados Unidos. Com um único olhar para a menina de 6 anos de idade e de cabelos negros, viu a covinha em seu rosto e soube.

“Quando a vi, soube que era minha filha”, afirmou Cuevas, que não é muito fluente no inglês. “Senti vontade de abraçá-la. Queria fugir com ela.”

Luz Cuevas nunca aceitou o que todo mundo já havia aceitado: que Delimar Vera, de apenas dez dias de vida, sua única filha, havia falecido em 15 de dezembro de 1997 durante um incêndio na casa da família. O corpo do bebê nunca havia sido encontrado. Apesar de o incêndio ter sido controlado em dez minutos, o quarto de Delimar fora destruído e os investigadores concluíram que o calor e as chamas intensas haviam consumido o corpo.

Mas a mãe duvidou. Primeiro, ao entrar no quarto, viu o berço vazio. Segundo, a janela do quarto da criança estava aberta, mesmo sendo uma tarde fria de inverno.

Além disso, não podia se esquecer do estranho comportamento de uma conhecida da família. Essa mulher apareceu várias vezes após o nascimento do bebê dizendo estar grávida. Após o incêndio, no entanto, as visitas pararam de repente.

Agora, seis anos mais tarde, Luz Cuevas olha – e sabe. “Disse para a minha irmã: ‘Olhe; ela é a minha filha’”, relatou a um repórter.

Mas era preciso provar. Durante a festa, ela disse à menina que havia chiclete grudado em seu cabelo e puxou cinco fios. Embrulhou-os num guardanapo, depois numa sacola plástica e trancou-os num lugar seguro em casa. Em seguida, entrou em contato com as autoridades.

“Por causa da televisão, sabia que era preciso fios de cabelo para fazer o teste de DNA”, Cuevas declarou.

O teste de DNA confirmou que a menina de 6 anos de idade com a covinha no rosto, chamada Aliyah, era de fato Delimar Vera.

Exatamente como Deus. Porque Ele nunca Se esquece. Ele conhece.

Celebridade


Porque um menino nos nasceu, um filho nos foi dado, e o governo está sobre os Seus ombros. E Ele será chamado Maravilhoso Conselheiro, Deus Poderoso, Pai Eterno, Príncipe da Paz. Isaías 9:6

Nossa era se tornou aficionada por celebridades. Pegamos um homem e uma mulher comuns que possuem certa habilidade (ou nem tanto) em cantar e tocar e os posicionamos no centro das atenções. Selecionamos atletas talentosos e passamos a considerá-los semideuses. Multidões buscam banhar-se no reflexo de sua glória. Enfrentam horas de fila para vê-los de relance (oh, que alegria e emoção!) ou para conseguir uma assinatura rabiscada num pedaço de papel. Uma indústria enorme se beneficia com o fanatismo pelas celebridades: fã-clubes, adornos, vestuário, brinquedos e inúmeros outros produtos e serviços.

Senhoras e senhores, apresento-lhes uma celebridade verdadeira, um Homem que nunca será considerado traidor ou enganador, cujo segredo de vida não corresponde às aclamações da mídia. Apresento-lhes Jesus de Nazaré.

Boris Pasternak em sua obra clássica, Doutor Jivago, retratou um pouco do profundo impacto desse Homem que ofusca todas as outras “celebridades”. “Roma era um mercado de deuses emprestados e povos conquistados, uma loja de venda de saldos de dois andares, a terra e o céu, uma massa de imundície torcida num nó triplo como uma obstrução intestinal. Dácios, hérulos, citas, samaritanos, hiperboreanos, rodas pesadas sem travas, olhos afundados no excesso de gordura, sodomia, imperadores iletrados, peixes alimentados pela carne de escravos instruídos. Havia mais pessoas no mundo do que nunca, todas aglomeradas nos corredores do Coliseu, e todas desgraçadas.

“Então, nessa pilha sem sentido de ouro e mármore, Ele veio, iluminado e revestido de uma aura, enfaticamente humana, deliberadamente provincial, galileu, e naquele momento os deuses e as nações cessaram de ser e o homem passou a ser – o homem-carpinteiro, o homem-arador, o homem-pastor com seu rebanho de ovelhas ao pôr do sol, o homem que não soa em nada orgulhoso, o homem que com gratidão é celebrado em todas as canções de ninar das mães e em todas as galerias de arte ao redor do mundo.”

Jesus, Senhor do Céu e da Terra, Criador e Salvador, eu Te aceito como Senhor de minha vida. Caminha ao meu lado neste dia e coloca-me sob o Teu cuidado.