O Dr. Belisário Marques, experiente psicólogo, responde que não.
“Como regra geral, não. Toda regra tem, pelo menos, uma exceção.
Acontece que, numa amizade, não pode haver o componente da atração
sexual para que o relacionamento flua livremente. No namoro, existe mais
do que uma atração de amizade. Existe uma atração erótica.
Além disso, na amizade, o grau de envolvimento físico e afetivo é bem
menor que no namoro. Apesar de no “ficar” os jovens estarem buscando
uma fusão de amizade e namoro que não é nem uma coisa nem a outra.
Quando a pessoa namora e essa relação termina, acabam ficando algumas
feridas que demoram a cicatrizar. Torna-se difícil ficar perto de uma
pessoa que o feriu e sentir-se bem. Você pode perdoar, mas as cicatrizes
ficam. Pode desculpar, mas as consequências permanecem. Se você
realmente gostou da pessoa, será quase impossível ser amigo dela sem
continuar a se magoar, ferir, sofrer. Quem quer a amizade não aceita o
término e alimenta uma esperança de que “quem sabe, um dia…” Por isso,
uma vez terminado o namoro, o mais saudável é o afastamento total e
completo”, conclui o Dr. Belisário.
(Fonte: Mocidade 02-94, p. 23)

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