domingo, 18 de março de 2012

Escadas de ouro


Venham a Mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e Eu lhes darei descanso. Tomem sobre vocês o Meu jugo e aprendam
de Mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas. Pois o Meu jugo é suave e o Meu fardo é leve. Mateus 11:28-30, NVI

Minha avó amava crianças. Acho que é por isso que gosto tanto delas. As crianças são uma fonte de diversão, bem como de inspiração para mim. Um dia, eu estava subindo a escada para a hora do culto, após ter dirigido a classe dos pré-adolescentes. Eu ia atrás de um garotinho lerdo, que se arrastava para cima da escada-montanha. Ela deve mesmo ter parecido uma montanha para ele, pois seus passos eram árduos e pesados.

Ele ia sobrecarregado com o objeto favorito do seu mundinho – sua manta. Estava enrolada ao seu redor, desde o pescoço até o chão, balançando entre as perninhas, por pouco não o fazendo cair no precipício a cada passo. Estava manchada e desgastada, como testemunho de uma longa e confortadora amizade.

A avó dentro de mim se ofereceu para carregá-la até que ele chegasse ao topo. Ah, não! Ele me informou, com um decidido abraço em sua manta, que a ideia do oferecimento era equivalente a uma espécie de invasão. Não existia a possibilidade de ele sequer negociar privar-se do seu aconchego, mesmo que a ajuda para subir a escada lhe garantisse um percurso mais fácil e seguro. Ele pensava no imediato, e não estava a fim de permitir que ninguém pegasse sua manta.

Como me assemelho a essa criancinha, Senhor? A que me apego, enquanto sigo me arrastando pela vida? Qual é a coisa que representa conforto para mim – ou mesmo segurança – e que anseias carregar para me ajudar a subir as colinas e montanhas da vida? Seriam as finanças, nestes tempos incertos? Talvez a saúde. Quem sabe, até familiares e amigos. Espero que não seja o orgulho em alguma de suas formas, inclusive nos ministérios e deveres da igreja. Apego-me demais à comida? Senhor, ajuda-me a querer mais de Ti e menos daquilo que considero vital.

Todas as noites, na hora de ir para a cama, meu amado avô dizia: “É hora de subir aquela escada de ouro.” Meu Pai celeste quer ajudar-me a subir aqueles “degraus dourados” até o Céu. Mais ainda, Ele quer que eu faça a viagem com maior facilidade e segurança. Se eu tão somente permitir que Ele carregue o fardo para mim!

Ann Northwood

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