Se alguém Me ama, obedecerá à Minha palavra. Meu Pai o amará,
Nós viremos a ele e faremos morada nele. João 14:23, NVI
Lar: aconchego, conforto, aceitação. Essas são palavras que me vêm à mente quando penso em lar. Um dicionário o define como “lugar de residência”. Mas essa definição soa fria e estéril. Para a maioria, a palavra lar evoca doces imagens de pais e irmãos. Traz à mente refeições nas férias, conversas entusiasmadas e muitos beijos e abraços. Também carrega, dentro das suas letras, um amplo leque de emoções: tudo desde a comemoração de um aniversário à desolação da morte, bem como o que fica entre ambos. E amor. Certamente, e sempre, amor. É a raiz de todas as coisas boas. Nutre e fortalece, dá-nos um firme alicerce e nos liberta. É aquilo que transforma a casa num lar.
Existe, fico feliz em dizer, uma segunda definição da palavra lar, encontrada em meu dicionário: “o lugar em que se centralizam as afeições domésticas”. Agora ficou mais adequado. Faz parte dos sonhos ter um lar e uma família perfeitos. Todas nós quisemos isso, em algum momento. Mas, como vivemos num mundo imperfeito, eu gostaria de acrescentar outra definição: um lugar onde acontecem a vida, o amor e os erros.
A maioria das pessoas não foi criada numa pintura de Norman Rockwell, e sentimos não ter a capacidade de criar um lar perfeito como uma pintura. Aqueles que têm crianças pequenas esperam que o lar seja tudo o que deve ser e oram por isso. E aquelas entre nós com um ninho vazio esperam que ele tenha sido tudo o que deveria e oram por isso. Mas não significa que não podemos experimentar, aqui, tudo o que a palavra lar envolve. Podemos. Deus prometeu ajudar-nos. Ele promete habitar dentro do lar e mobiliar cada cômodo com compaixão, simpatia e amor. Ele é o arranjador e decorador máximo.
Assim, quer nosso ninho esteja repleto, nem tanto ou mesmo vazio, quer tenhamos lembranças felizes e saudáveis ou tristes e dolorosos quadros do nosso passado, isso nem deve realmente importar. Hoje e sempre há um lugar em que podemos continuar a edificar, onde podemos ter um gostinho do Céu aqui na Terra, enquanto aguardamos o lar celeste – permanente, perfeito e completo. Um lar onde mora a aceitação e onde o amor reina supremo. Um lar cujo construtor e edificador é Deus.
Emily Felts Jones
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