segunda-feira, 23 de abril de 2012

Com chapéu



Vemos, todavia, Aquele que por um pouco foi feito menor do que os anjos, Jesus, coroado de honra e de glória por ter sofrido a morte, para que, pela graça de Deus, em favor de todos, experimentasse a morte. Hebreus 2:9, NVI

Era uma vez um desenvolto quinteto de amigas que, numa primavera, planejou tornar especial o sábado da Páscoa para sua amiga Diane. Ela havia passado por algumas semanas desagradáveis de químio e radioterapia e iria à igreja. Mas havia um problema: o bem conhecido efeito colateral da quimioterapia. A terapia, embora muito eficaz, havia levado embora seu belo cabelo vermelho-ouro. “Use um chapéu”, sugeriu alguém.

E assim começou uma corrente especial por e-mail. Todas as amigas de Diane foram convidadas a usar um chapéu naquele sábado. O plano se avolumou quando aquelas amigas pediram que outros membros fizessem a mesma coisa. Foi assim que, quando uma enchapelada Diane chegou à igreja, pelos menos outras 25 mulheres semelhantemente ataviadas a receberam com sorrisos de boas-vindas. Formavam, realmente, uma irmandade. Havia chapéus novos e chapéus emprestados, chapéus de feltro e de palha, chapéus de caubói e de festa, chapéus chamativos e singelos. Mas todos tinham um tema comum: amorável apoio a uma irmã corajosa.

Esse incidente fortalecedor da fé me fez recordar uma história semelhante, de um estudante do ensino médio, jogador de futebol da escola, o qual estava com câncer. Ele também perdera o cabelo. Quando voltou à escola, foi recebido pelo time de futebol completo, todos usando boné. Quando tiraram os bonés, cada um deles revelava uma cabeça recém-raspada! O rapaz não pôde deixar de rir.

As duas histórias enternecedoras são testemunhos da coragem e do apoio de que todos necessitamos, independentemente de idade ou gênero. Mas há uma terceira história de coragem, e seus poderosos “efeitos colaterais” excedem em muito essas histórias. Enquanto as duas primeiras contêm nuances de amor, esta é a essência do amor. Aconteceu há mais de 2.000 anos e vai muito além de espelhar os efeitos de uma alma sofredora. É a história que custou ao nosso Irmão celestial a dor e a desgraça de sofrer pelos pecados que nós cometemos. É a história que Lhe custou a vida. Bem, por causa dEle, passamos a apreciar os “efeitos colaterais” de Seu sacrifício carregado de vergonha. Temos a promessa de vida eterna com Ele!

Glenda-Mae Greene

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