Se, porém, andarmos na luz, como Ele está na luz, temos comunhão
uns com os outros, e o sangue de Jesus, Seu Filho,
nos purifica de todo pecado. 1 João 1:7, NVI
Os sombrios meses do inverno passaram – pelo menos no Hemisfério Norte. Os dias estão ficando mais longos, os raios do sol se tornam mais fortes, o solo se aquece, e muitas coisas estão despertando para uma vida nova. A natureza começa a mudar. Tudo isso é maravilhoso, mas há outro lado a considerar. Os claros e dourados raios do sol, que causam essas belas mudanças na natureza, também têm um lado negativo. Nós, donas de casa, vemos de repente manchas e pó pela casa, e então começamos a limpeza da primavera. Quanto mais o sol entra em casa, mais cantinhos sujos descobrimos para serem limpos. A luz nos revela novas sujeiras.
Deus é como a luz. A natureza de Deus é luz e nEle não há treva (ver 1 João 1:5). A pessoa que se achega à luz de Deus se surpreenderá, ao perceber quão encardida e imunda se encontra. Quanto mais vivemos com Deus em Sua luz, mais e mais coisas descobrimos em nós que estão fora de ordem; mais vemos coisas em nossa vida que não são boas.
Acontece a mesma coisa nos relacionamentos humanos. Se procuro uma amiga e estou pronta para expor minha vida, serão reveladas coisas que devem ser limpas a fim de que a amizade tenha a chance de se desenvolver.
Nossa relação com Deus também precisa desenvolver-se. Mas não é humilhante confessar coisas diante das pessoas e diante de Deus? Que devo fazer com a sujeira? Naturalmente, Deus já sabe de tudo. Ele sabe em que condição me encontro porque me conhece completamente. E também tem a solução para o meu problema. O texto de hoje diz claramente: “Se, porém, andarmos na luz [...] temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, Seu Filho, nos purifica de todo pecado.”
Somente se estivermos preparadas para confessar pecados e faltas experimentaremos o efeito terapêutico do perdão – em nosso trato com as pessoas e com Deus. Então não temeremos a luz solar, que deixa tudo visível. Poderemos desfrutar seus abençoados raios. Essa luz – a luz de Deus – será uma bênção para nossos relacionamentos humanos também.
Regina Fackler
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