segunda-feira, 2 de abril de 2012

Mantendo a palavra



As palavras dos meus lábios e o meditar do meu coração sejam agradáveis na Tua presença, Senhor, rocha minha e redentor meu!
Salmo 19:14

Nem sempre mantenho minha palavra. Na verdade, já decepcionei outros e a mim mesma inúmeras vezes, porque deixei de cumprir minha palavra.

Alguns anos atrás, uma preciosa amiga e eu havíamos ido fazer a interpretação na linguagem dos sinais, num programa à tarde. Interpretamos juntas e, após o programa, ela me conduziu até a entrada da rodovia interestadual que eu precisava tomar para voltar para casa. Mais tarde, naquele mês, me lembrei dela e prometi a mim mesma que lhe telefonaria em seguida. Desejava expressar meu agradecimento a ela, por ter sido tão gentil e bondosa. Adiei o telefonema. Então, ela morreu, repentinamente. A culpa e a vergonha que carrego só têm sido aliviadas pela misericórdia de Deus, mas o remorso continua, para lembrar-me de cumprir o que prometo.

Também tenho falhado em relação com outras pessoas, quando deixo de cumprir minha palavra. Meu esposo dependia de mim quanto ao licenciamento do carro, já que tenho feito isso ao longo dos anos. Um ano, simplesmente adiei a renovação do licenciamento do carro do meu esposo, mesmo depois de ele ter-me lembrado e avisado que poderia correr riscos. Ele teria cuidado do assunto com toda disposição, mas lhe garanti que eu me encarregaria, pois o prazo ainda não estava vencido – ainda havia tempo, disse eu para mim mesma. Mas não tomei as providências.

Como temia, meu esposo foi parado e multado pelo licenciamento vencido. Mais uma vez, a graça de Deus e a compreensão do meu esposo me abrigaram, enquanto eu continuava a me desprezar. Quando é que eu aprenderia a lição? Em Mateus 5:37, Jesus diz: “Seja, porém, a tua palavra: Sim, sim; não, não. O que disto passar vem do maligno.” A lição para mim é: Não diga que você fará algo, a menos que realmente vá fazê-lo.

Mais e mais, sinto a doce voz do Espírito apelando para que eu cumpra a palavra para os outros e para mim mesma. As pequenas coisas que negligencio fazer resultam, com frequência, numa horrível e mortal culpa, vergonha, inconveniência aos outros ou coisa pior. Assim, oro todos os dias e sempre: Querido Senhor, que as palavras dos meus lábios e o meditar do meu coração sejam agradáveis na Tua presença.

Rose Thomas

Nenhum comentário:

Postar um comentário