quinta-feira, 10 de maio de 2012

Tempestade à vista


Cobrir-te-á com as Suas penas, e, sob Suas asas, estarás seguro. Salmo 91:4

O dia 10 de maio de 2008 foi ensolarado e quente, um típico dia de primavera em Atlanta, Geórgia. Os programas do sábado tinham sido bons e, no fim do dia, meu esposo e eu voltamos para casa exaustos e prontos para dormir. Eu estava entusiasmada, aguardando a chegada de Ellie, minha amiga havia mais de 30 anos. Ela chegaria da Califórnia para uma visita na segunda-feira. Eu tinha programado minha ausência no trabalho, e nós relaxaríamos e nos divertiríamos.

No sábado à noite, estava tudo calmo quando nos recolhemos. Mal sabíamos, porém, que um furacão não previsto vinha em nossa direção, o pior em mais de 50 anos. Meu esposo me acordou por volta das duas da madrugada. Ele tinha acordado com o som de chuva pesada e vento, que dava a impressão de ser “um trem de carga”, como ele o descreveu. Não ouvi o vento e, por ter-me acostumado com os aguaceiros da Geórgia, virei-me e voltei a dormir. Nós dois dormimos. Tudo estava calmo quando acordamos na manhã de domingo. Mas, ao olharmos pela janela, vimos, apavorados, fragmentos de telhados, vidro quebrado, enormes vigas de madeira e todo tipo de entulho espalhados por toda a vizinhança. Vestindo-nos rapidamente, examinamos nossa casa por dentro e por fora, à procura de danos. Logo notamos que não havia energia elétrica. Saímos para unir-nos aos vizinhos que recolhiam escombros.

Por sorte, havia danos mínimos em nossa casa, em comparação com árvores arrancadas pela raiz, cercas derrubadas e grandes estragos em outras casas do bairro. Várias haviam sido demolidas. Veículos da emergência chegavam e helicópteros sobrevoavam a área. Logo percebemos que havia danos extensos. A polícia instalou uma sede móvel, no esforço de manter afastados os espectadores. Olhando ao redor, podíamos apenas balançar a cabeça e agradecer a Deus – não só por ter protegido nossa casa, mas por haver-nos poupado a vida, pois não houve registro de vítimas fatais.

Quanto à Ellie, telefonamos para ela naquela noite para contar o ocorrido, e ela decidiu manter o plano de chegar na segunda-feira. A despeito da devastação da tempestade, a visita foi muito agradável. Meu esposo e eu continuamos louvando a Deus por Sua bondade e proteção.

Gloria Stella Felder

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